Próximas datas da banda Andre Matos:


- BELÉM (Pará)

  • Rockland Music Festival.

Data: 18/05/2013
Horário: 16h (abertura dos portões).
Local: Rod. Augusto Montenegro n° 400 Km 7 – Belém – PA
Ingressos: Passaporte para os 2 dias de festival R$ 70,00 (Estudante)/ R$ 120,00 (Inteira); Ingresso para o dia 18/05 R$ 50,00 (Estudante)/ R$ 100,00 (Inteira); Camarote para o dia 18/05 R$ 80,00 (Estudante)/ R$ 160,00 (Inteira)

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  • Em 19 de maio, será realizado o Workshop day com:

- Benhur Lima e Eduardo Baldo (Workshop baixo & bateria);
- André Hernandes (Masterclass guitarra);
- Masterclass com Andre Matos (Masterclass canto).

Local: Anfiteatro Memorial dos Povos Imigrantes
Av. Governador José Malcher c/ Rua Dr. Moraes – Nazaré – Belém – PA
Horário: 16h (Abertura dos Portões).

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- SANTOS (SP)

  • Data: 31 de maio (sexta-feira).
    Horário: 22h.
    Local: Fenix Club. Rua Presidente Wilson, número 143 – Santos.
    Ingressos: 1° lote R$ 40,00, 2° lote R$ 45,00 (meia entrada ou inteira (preço promocional levando 1kg de alimento); Camarote com meet and greet R$ 80,00.Para comprar online acesse: https://ticketbrasil.com.br/show/andrematos-santos-sp/Pontos de venda:TOP SHIRTS
    Marcillio Dias, número 9 (Gonzaga).

    RECICLARTE CARTUCHOS
    Vahia de Abreu, número 48 (Boqueirão).

    NAÚTICA TATOO
    Praiamar Shopping e Litoral Plaza.

    SOUND OF FISH
    Flor. Peixoto, número 20 sala 11 (Gonzaga).

    GUDSTORE
    R. João Ramalho, número 782 (São Vicente).

    ESTÚDIO 3 ACORDES
    Brás Cubas, número 1372 A (Santos).

    REALEJO LIVROS
    Marechal Deodoro, número 2 (Gonzaga).

    CASA SIMOES
    Av. Senador Feijo, número 333 (Santos).

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- JUNDIAÍ (SP)

  • Local: Aldeia Bar Jundiaí.
    Endereço: Rua do Retiro, 279, Jundiai – São Paulo.
    Data: 01/06/2013 (sábado).
    Horário: 22h
    Censura: Somente para maiores de 18 anos. Menores de 18 anos, somente acompanhado dos pais ou responsável legal.
    Obrigatório apresentação de documento de identidade.
    Ingressos (1° lote): R$ 30,00 (pista meia entrada); R$ 30,00 (pista inteira – preço promocional); R$ 60,00 (pista inteira); R$ 50,00 (meet and greet).
    Clique aqui para comprar online! Atenção: O ingresso meet and greet é vendido separadamente

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- SÃO PAULO (SP)

Evento: Sessão de autógrafos com Andre Matos.
Data: 04/06/2013
Horário: 19h
Local: Livraria Saraiva do Shopping Center Norte – Endereço: Travessa Casalbuono, 120 – Vila Guilherme – São Paulo/SP.
Entrada gratuita.

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- PONTA GROSSA (Paraná)

Data: 07/06/2013
Horário: 22h
Local: Empório Avenida. Av. Bonifácio Vilela, n° 483 – Centro – Ponta Grossa/PR.

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- CURITIBA (Paraná)

Data: 08/06/2013 (sábado).

Local: Music Hall – Rua Eng. Rebouças número 1645.

Horário: 19:00h

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- GOIÂNIA (Goiás)

Evento: Tattoo Rock Fest 2013.
Data: 28/06/2013
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Local: Av.Fued José Sebba, Via Acesso Serra Dourada. Jardim Goiás – Goiânia – GO
Ingressos: R$ 33,00.

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- SÃO PAULO

Evento: Anime Friends

Data: 11 de julho

Horário: 19h (no palco principal do Anime Friends)

Local: Campo de Marte – Av. Santos Dumont, 2241 – próximo ao metrô Santana

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- RIO DE JANEIRO (RJ)

  • Evento: Rock in Rio (Andre Matos solo + Viper).
    Data: 22/09/2013
    Horário: 14:30h
    Local: Cidade do Rock Av Salvador Allende – Jacarepaguá – Rio de Janeiro – RJ

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O ROCK IN RIO DE ANDRE MATOS


Em 1985, em pleno Rock in Rio, um garoto encarava o Iron Maiden no palco. Já nos primeiros acordes e luzes, um “clique” estava dado na cabeça do garoto: “é isso o que eu quero fazer”. Pra completar o pacote, poucos dias antes, o mesmo garoto havia recebido um convite para entrar em uma banda. O nome do garoto é Andre Matos e essa banda se chama Viper, que tocam juntos no Palco Sunset no dia 22.

Essas e outras histórias o site do Rock in Rio ouviu do próprio Andre Matos em sua visita ao Q.G. do festival. “Quando eu fui ao Rock in Rio e vi tudo aquilo, aquela música que eu era fã, não acreditei que era possível. Era algo surreal pro Brasil”, conta o vocalista.

Para o André, subir ao palco ao lado do Viper é mais que especial: “foi o Viper o começo de tudo. É emocionante fazer essa volta ao festival ao lado da banda. Pra mim, e eu levo isso muito a sério, é um novo começo de carreira”.

Pra isso, a dobradinha Matos+Viper promete um show forte. “Será um show intenso, pra manter o público aquecido do começo ao fim da apresentação”, diz André.

Além de ser parte de um show que tem tudo pra entrar pra história, o vocalista também recomenda o show do Krisiun ao lado do Destruction. “Krisiun é uma das bandas mais competentes. Vale a pena porque eles impressionam pelo nível técnico e de energia que eles colocam no palco. É muito legal.”

Não tem como negar: pra quem gosta de metal, todos os caminhos levam pro Rock in Rio. A gente se vê lá.

fonte: http://rockinrio.com/rio/blog/o-rock-in-rio-de-andre-matos/

Entrevista com Bruno Ladislau


Batemos um papo com o Baixista Bruno Ladislau, entre outras coisas ele fala sobre Rock in Rio, Yamaha e um pouco sobre sua carreira). Confira!! BAIXONATURAL.COM TEM O APOIO DE: DR STRINGS http://drstrings.com AGUILAR AMPLIFICATION:http://aguilaramp.com
Acesse http://baixonatural.com e Curta no Facebookhttp://facebook.com/baixonatural
Edição/Apresentação: Ariel Andrade.
Filmagem: Thiago Amaral.
Acesse o site de Ladislau: http://brunoladislau.com.br

Papo de guitarrista com Cauê Leitão: #2 André Hernandes


Queridos leitores da Imprensa do Rock. Volto com a coluna “papo de guitarrista” com o mestre Cauê Leitão do Andragonia. Na entrevista passada de estréia recebemos o Paulo Schorber ex-Almah, Hammer 67 e ASTAFIX. Agora na #2 com André Hernandes guitarrista do Andre Matos, duas pessoas consagradíssimas no mundo da música. Confiram!

Fala amigos e leitores da coluna “Papo de Guitarrista” como estão? Aqui quem fala é o guitarrista Cauê Leitão da banda Andragonia, e espero que estejam todos bem, depois de inaugurar a coluna com o guitarrista Paulo Schroeber (Ex-Almah), trago a vocês a edição dois, com mais um dos principais guitarristas do Brasil, o ilustre Andre Hernandes conhecido como “ZAZA”, guitarrista da banda solo do Andre Matos, confesso que é um dos meus guitarristas prediletos, é um cara bem acessível e humilde, que mostra ser um grande ser humano além de um excepcional guitarrista, estou feliz por estar realizando esse papo e espero que todos gostem, se divirtam!
Cauê Leitão - Andre primeiramente muito obrigado por ter aceitado bater esse papo e quero te falar que sou um grande admirador do seu trabalho, o seu jeito de tocar é impressionante e você é um mestre na palhetada Híbrida, sem sombra de dúvida um dos maiores guitarristas do Brasil, quando estuda guitarra você tem essa preocupação em buscar técnicas e possibilidades diferentes? Hoje você estuda algo especifico para soar André Hernandes? E quando foi que começou a ter o desejo de desenvolver a palhetada híbrida no qual você é uma grande referência?
Aula sobre “palhetada hibrida” com André Hernandes
André Hernandes - Muito obrigado pelas palavras de elogio, vindas de um guitarrista como você realmente me deixa muito feliz! E eu é que agradeço o convite para esse bate-papo.
Quanto à pergunta se tenho a preocupação de soar de uma maneira mais pessoal, tenho sim. E foi essa busca que me levou a adotar a técnica de palhetada hibrida, que na época que comecei a desenvolver nem tinha esse nome. Aliás, acho que nem tinha nome! RS. Isso foi em 1999.
A busca por um jeito pessoal de tocar continua, ainda não estou nem perto de estar satisfeito, e talvez nunca alcance este objetivo. Mas enfim, essa é a nossa vida! E a busca já vale por si só. Afinal precisamos arrumar algo pra fazer enquanto estamos aqui neste plano buscando nossa evolução e desenvolvimento como seres humanos. E estudar guitarra tem sido uma maneira muito prazerosa e gratificante.
Venho estudando uma coisa que chamo de “não linearidade” do fraseado. Tudo começou em 1999 quando assisti a um show de Hermeto Pascoal onde ele improvisou muito no piano. Pude perceber que a riqueza do fraseado dele vinha principalmente dos “saltos” entre as notas. Ou seja, da “não linearidade” do fraseado. E foi justamente quando tentei dar os primeiros passos nessa direção que percebi a necessidade de adotar o uso da palheta com os dedos. Afinal é muito difícil soar limpo, claro e com agilidade em saltos de cordas. E com a palhetada hibrida podemos saltar quantas cordas quisermos sem muito esforço.
Cauê Leitão - Eu tive o privilégio de ser aluno do Mozart Mello e sei que você também foi, sei que na sua geração não tinha tanta informação como tem hoje, era um sonho estudar com o Mozart, e conseguir uma vaga era bem difícil, e muitos alunos dele dessa época hoje são grandes guitarristas e profissionais, você acha que mudou muita coisa desta época em relação aos tempos de hoje?

André Hernandes - Sim, acho que mudou. Hoje a informação esta mais acessível e mais barata, ou até gratuita. Porém, vejo muitas vantagens, mas algumas desvantagens. Na minha época atravessávamos a cidade de SP para conseguir pegar emprestado uma tablatura ou uma vídeo-aula. Então aquilo era quase como um tesouro, e ficávamos semanas ou meses destrinchando cada detalhe daquele material. Hoje vejo alguns alunos com gigas de memória em livros e vídeo-aulas, mas que acabam não se aprofundando em nada, pois ficam migrando de um material para o outro.

A internet é muita atraente! Quem não gosta de ficar horas assistindo vídeos dos seus ídolos?! Mas é preciso cuidado! Desenvolver um instrumento exige disciplina. Então precisamos deixar os vídeos para o nosso momento de lazer. Hora de estudo é hora de estudo. Na minha adolescência e juventude não tínhamos nada para fazer, então tocávamos guitarra o tempo todo. RS

Guitar Solo – André Hernandes
Cauê Leitão - André tem uma história curiosa que no começo da banda Angra você foi um dos guitarristas, você pode falar um pouco sobre isso e porque não ficou no Angra?
André Hernandes - Realmente tive uma breve passagem nos primórdios do Angra. Na época este nome nem estava oficializado!
Eu já era amigo do Luis Mariutti, foi ele quem me convidou. Então eu conheci o Rafael, o Marcos, que era o baterista nesta época, e o próprio Andre Matos, no primeiro ensaio. Na época trabalhávamos em cinco musicas, quatro delas entraram no Angels Cry. Foi um período legal, tínhamos grandes expectativas, pois havia a perspectiva de oportunidades com relação a lançamento de cd, tours, etc. Então trabalhamos muito, os ensaios eram diários e acho que estávamos desenvolvendo um trabalho de qualidade. Mas aí as oportunidades não aconteceram exatamente como esperávamos. Somado a isso existia o fato de que eu não estava muito empolgado em tocar heavy-metal. Não naquela época. O motivo era que eu vinha estudando e desenvolvendo com muita empolgação a musica instrumental. E como ainda não éramos grandes amigos, afinal estávamos nos conhecendo, foi difícil para eu dar seqüência aos trabalhos com a mesma determinação que eles. Determinação essa que o trabalho exigia. Então acabei não me firmando como um membro da banda, não sabia se eu queria ser um membro da banda. Então inevitavelmente a coisa toda caminhou para uma separação. O legal é que não houve brigas, ninguém saiu prejudicado, o Kiko logo assumiu meu lugar e os trabalhos deles continuaram sem qualquer tipo de prejuízo. Então hoje sou amigo de todos eles e toco na banda solo do Andre Matos.
Cauê Leitão - Hoje quais são suas principais atividades com a guitarra? Você pode falar que vive de guitarra?
André Hernandes - Vivo da guitarra desde os 17 anos.
Minha principal atividade é ensinar. Gosto muito de dar aulas. Junto com isso estudo e venho tentando compor novas musicas, buscando algo diferente do que já fiz. Daí o motivo de estar demorando tanto para lançar algo novo! Ainda não compus nada que me agradasse! RS.
Cauê Leitão - Quais guitarristas mais te influenciaram? Atualmente você pesquisa guitarristas novos? E você costuma ou costumava escutar guitarristas brasileiros?

André Hernandes - Para falar de influencias vou precisar separar em etapas. No começo foi Eddie Van Halen e Randy Rhoads. Depois vieram Yngwie Malmsteen, Steve Vai e aquela avalanche de guitarristas virtuosos muito legais da segunda metade dos anos oitenta, dos quais eu destacaria Greg Howe e Vinnie Moore. Então quando comecei as aulas com Mozart Mello, acho que foi em 1989. Ele me apresentou caras como Mike Stern, Scott Henderson, Pat Metheny, John Scofield, Allan Holdsworth, entre outros. Na musica brasileira foi principalmente Helio Delmiro, Lula Galvão e Toninho Horta. E foi uma paulada na cabeça!
Não sei se posso dizer que sou influenciando por todos esses ícones da guitarra, mas são os caras que escuto muito até hoje.
Dos guitarristas mais recentes tenho curtido bastante quatro caras do jazz, seriam Adam Rogers, Jonathan Kreisberg, Mike Moreno e Kurt Rosenwinkel.
Uma Jam com os amigos
Cauê Leitão - Como é estar na estrada com o Andre Matos? E como você avalia hoje o Metal no Brasil?
André Hernandes - Estar na estrada com a banda solo de Andre Matos é bem divertido. Vivemos experiências de todos os tipos, algumas até inusitadas. Em alguns shows tudo da certo! Em outros nada da certo! RS. E assim vamos ganhando experiência.
Somos grandes amigos e gostamos de tocar e conviver juntos. Fora que é bem legal depois de uma semana de aulas e estudo, no fim de semana poder subir num palco e tocar alto, fazer barulho e sentir a energia do publico!
Quanto ao heavy metal no Brasil, sabemos que as coisas não são como antes. Mas isso não é só com o heavy metal. Qualquer artista de qualquer estilo de musica que não seja dos mais populares no Brasil vem tendo que se virar! No caso do heavy metal temos a vantagem de possuirmos um publico muito fiel, que não se apega a modismos. Então continuamos fazendo discos, shows, e mantendo a banda unida e tocando. Isso já é excelente!
André Hernandes dando aula para a “Cover Guitarra”
André Hernandes em apresentação com o Andre Matos
Cauê Leitão - No começo da sua carreira você precisou trabalhar em outras áreas? Sua família sempre te apoiou na decisão de ser músico?
André Hernandes - Na verdade a única vez que trabalhei em outra área foi com 13 anos de idade quando entregava remédios em domicilio. Foi por um período de um ano, tempo suficiente para juntar o dinheiro para comprar uma guitarra, um amplificador e um pedal de distorção.
O engraçado de ser musico é que você não escolhe ser musico. Quando se percebe você já está exercendo o oficio! Comecei a dar aulas e tocar na noite com 17 anos. A coisa toda foi aumentando e quando eu percebi já estava pagando minhas contas e adquirindo bens com minha guitarra na mão. Como em toda família de musico, havia a preocupação, afinal não é uma atividade das mais seguras e estáveis. Mas sempre me apoiaram, acompanharam e incentivaram.
Cauê Leitão - Hoje pra você qual seria a principal deficiência dos novos guitarristas?
André Hernandes - Não sei se é uma deficiência, prefiro dizer que é um habito muito comum entre nós instrumentistas, e que pode impedir-nos de desenvolver um trabalho musical bem bacana, é olharmos demais para nossas deficiências e esquecermos as nossas virtudes. Ou seja, investimos muito tempo tentando corrigir nossas imperfeições e pouco tempo para desenvolver nossas virtudes. Vou dar um exemplo: Frank Gambale só usa o sweep. E precisa mais?!?! Não!! O cara é um monstro!! Acredito que quando ele percebeu a facilidade e/ou tendência em desenvolver essa ferramenta, se focou nela, fazendo com que alcançasse um nível extraordinário. Ou seja, ele se tornou um especialista, e com isso achou sou linguagem e sonoridade. E conseqüentemente sua realização pessoal e profissional como musico. Mas veja, isso independe de idade ou nível de experiência. Percebo esta característica também em músicos com vasta experiência.
Cauê Leitão - Qual equipamento que você usa hoje?
André Hernandes - Uso as guitarras do luthier Castelli desde 2002, são fabricadas totalmente a mão e com as especificações que peço. O cara é um artista, porque sou bem chato! Às vezes peço coisas que nem sei se é possível, principalmente nas combinações e ligações dos captadores, e ele sempre acha um jeito! Desenvolvemos junto um modelo signature. O resultado foi um instrumento incrivelmente versátil e com uma tocabilidade fantástica. Não me vejo tocando com outro instrumento!
Quanto aos pedais uso os da marca Nig, da qual sou endorser. São pedais de altíssima qualidade, desenvolvidos sob o implacável “controle de qualidade” do time de guitarristas endorsers da marca.
Meus amplificadores são da marca Rotstage. Escolhi esta marca porque também fabricam no esquema “hand made”. Como você pode ver sou um adepto deste esquema! São amplificadores de altíssima qualidade e muito resistentes. Para agüentar o impacto de uma tour é indispensável que seu equipamento tenha essa característica.
As cordas são também da marca Nig. Venho usando-as desde 2006. Meus cabos são da marca Tecniforte, que dispensam comentários, sem duvida um dos melhores cabos do mundo! Uso também as fontes e pedalboards da Fire, marca relativamente nova e que vem crescendo muito rapidamente em função da qualidade e conceito de seus produtos.
Cauê Leitão - Além de estudar com o Mozart Mello queria saber qual foi toda sua formação, passou por conservatório? Faculdade? Teve outros professores?
André Hernandes - Fiz um pouco de violão clássico em conservatório. Estudei também um pouco de choro mas não lembro muita coisa. Fiz alguns cursos de harmonia e um de arranjo instrumental. Tive vários professores de guitarra, dentre eles destaco além do Mozart, Michel Perie e Alexandre Birkett. Alem de muita pesquisa em livros, vídeos, etc.
Cauê Leitão - Minha banda Andragonia de ProgMetal lançou alguns clipes, e tivemos apoio de algumas mídias tipo MTV, mas várias mídias terminou considerando o som pesado e não abria portas, e ai a gravadora que estávamos na época sugeriu de lançarmos um clipe de uma balada acústica, e com esse clipe entramos em mídias que com um som mais pesado seria impossível entrar, o que você acha sobre isso?
André Hernandes - Este é o “show business“! As gravadoras precisam vender, e se o artista depende dela para promover, divulgar ou simplesmente distribuir sua musica, terá que “jogar o jogo”.
É por esse motivo que hoje vemos tantos artistas buscando sua “independência” das gravadoras. Para ter a total liberdade de criar e promover seus trabalhos da forma que considera mais adequada e que represente melhor a sua arte.
A internet tem se mostrado uma aliada eficiente nessa busca. Você pode conseguir resultados substanciais divulgando, promovendo e comercializando sua musica através dela.
Cauê Leitão - Hoje tem muitos guitarristas virtuosos, mais na hora de fazer uma composição fica um pouco a desejar, qual é sua opinião sobre isso? Você acha que o lado intuitivo é mais importante?
André Hernandes - Tocar bem é uma coisa, compor bem é outra. Você pode se tornar um excelente instrumentista, para isso você precisa estudar, pesquisar e se dedicar muito ao instrumento. Isto fará com que você execute musicas com alto nível técnico, conheça estilos, linguagens, etc. Enfim, você se tornará um expert em seu instrumento. Mas isso não garante que você conseguirá criar boas musicas. Para isso é necessário pesquisar e estudar outros tópicos, tais como harmonia, arranjo, composição. Além de ter que contar com um pouco, ou muito, de talento, intuição e musicalidade. Ao longo desses anos na musica conheci pessoas que tinham enorme facilidade em tocar, mas dificuldade em compor. O contrario também. Muitos se frustravam. Outros conviviam perfeitamente com isso.
Enfim, acho importante o musico saber qual é a dele e investir naquilo. E sempre lembrando que com estudo, pesquisa e dedicação podemos alcançar resultados que nos surpreenderiam. Aquela velha máxima é uma grande verdade: “musica é 10% inspiração e 90% transpiração”.
Cauê Leitão - André mais uma vez obrigado por esse papo, agora vou te pedir para dar alguns conselhos para os guitarristas, e fique à-vontade pra acrescentar algo que queira, obrigado.
André Hernandes - Gostaria de agradecer a você pela oportunidade de estar aqui. Parabenizá-lo pelo seu trabalho. Agradecer também aos meus parceiros de banda. Agradecer aos meus patrocinadores que são as guitarras Castelli, amplificadores Rotstage, cabos Tecniforte, cordas e pedais Nig, fontes e pedalboards Fire.
Não sei se sou bom em dar conselhos, nem sei se estou apto a fazer isso, mas vai aí uma dica que acredito poder ajudar alguém naquela nossa eterna busca pela realização e satisfação musical: talento é pessoal, procure o seu, identifique-o e desenvolva-o.
Quero deixar um grande abraço a você e a todos os seus leitores, e agradecer pelo interesse em ler esta entrevista.

Andre Matos em São Paulo – Live, 11 de Maio de 2013


A turnê de divulgação do mais recente álbum de Andre Matos, “The Turn Of The Lights“, passou por São Paulo no último sábado, dia 11 de maio no Via Marquês. Vale lembrar que esse disco ganhou o prêmio de melhor álbum brasileiro na votação Melhores de 2012 do Rock Express. Mas essa não é apenas mais uma turnê de divulgação de um novo disco, a turnê aproveita também para celebrar os 20 anos de lançamento do “Angels Cry“, um clássico do metal nacional, levando o nome do Angra e do Brasil a diversos países mundo afora. Para tornar a noite ainda mais especial, teríamos ainda como atrações de abertura as bandas King of Bones e Madgator.

Por João Paulo Mota / Fotos Edu Lawless

Após um certo atraso para a abertura da casa, com o público ainda adentrando o Via Marquês, às 20:15 o pessoal do King of Bones sobe ao palco para fazer seu show de estreia em sua cidade natal. A banda conseguiu levantar o público, aproveitando a oportunidade para apresentar as músicas do disco de estréia deles, o “We Are The Law“, lançado em 2012. O público respondeu de maneira muito positiva durante toda a apresentação, era comum ver a galera acompanhando a banda com palmas e cantando junto os refrões. Ainda para fechar a apresentação com chave de ouro, a banda fez uma excelente versão de “Perry Mason” do Ozzy. Ouvi várias pessoas ao meu lado elogiando a banda, algo que se refletiu na área de venda de merchandising, com várias pessoas indo comprar o CD e pedindo autógrafos. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a banda e ouvir algumas músicas, confira o bate-papo que tivemos com Júlio Federici (vocal), Rene Matela (guitarra), Rafael Vitor (baixo) e Renato Nassif (bateria) no Rock Express Cast #44.

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Setlist King of Bones:
1. We Are The Law
2. Fly Away
3. Find Your Salvation
4. Heroes
5. Hell’s Pub
6. Broken Dreams
7. Rise And Fall
8. Perry Mason (Ozzy Osbourne)

Após uma rápida re-organização no palco, chegou a vez doMadgator continuar a aquecer a galera. A banda foi formada em 2009, porém alguns de seus integrantes são oriundos do Alligator, banda que foi bem ativa no cenário paulista no início dos anos 90. O quarteto, formado por Andrés Recasens (vocal), André Carvalho (baixo), Johnny Moreira (bateria) e Vandré Nascimento (guitarra) – esse último teve sua entrada na banda em 2012, substituindo Hard Alexandre – apresentou composições de alto nível, com músicos extremamente competentes e virtuosos.

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Setlist Madgator:

1. The Brave Without A Mask
2. Madgator
3. The Wolf In The Sheep’s Clothing
4. Why Don’t You Kill Some Angels
5. We Can Choose The Life
6. Eternal Fire
Com algum tempo de atraso (um reflexo da demora na abertura da casa), às 22:40 Bruno Sutter (mais conhecido como Detonator) sobe ao palco para fazer a apresentação do show que veríamos a seguir, citando o Andre Matos como uma de suas maiores influências e o classificando como uma lenda do metal nacional.

Luzes apagadas, introdução rolando e, um por um, os integrantes vão subindo ao palco para então começarmos a ouvir os primeiros riffs de “Liberty“, faixa que abre seu último álbum, “The Turn Of The Lights“. Com o público em suas mãos, como sempre, Andre Matos, André Hernandes e Hugo Mariutti (guitarra), Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria) trataram o público com muita simpatia e não perderam muito tempo, já emendando com a segunda música do set, a excelente “I Will Return“.

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A interação do público com a banda era algo emocionante de se presenciar, mas se tornou algo mágico nas músicas “Fairy Tale” (Shaman) e “Lisbon” (Angra), além, é claro, da “Living For The Night” do Viper que encerrou a primeira metade do show de maneira fantástica.

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Após um breve intervalo, conforme prometido, a banda retorna para a execução na íntegra do álbum Angels Cry e, após a execução de “Unfinished Allegro“, a banda dá início ao espetáculo com “Carry On” e, seguindo exatamente a ordem das músicas do disco, “Time” foi cantada em uníssono, assim como a própria “Angels Cry“.

A dúvida pairava no ar, será que eles iriam tocar “Wuthering Heights“? Alguns diziam que não, outros que sim, mas na hora certa, a música foi executada e a performance de Andre não deixou a desejar! É verdade que algumas pequenas falhas puderam ser notadas, mas nada que prejudicasse o espetáculo, pois ali, naquele momento, a emoção estava falando muito, mas muito mais alto.

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Após quase 3 horas, o show foi encerrado de modo memorável com a execução da “Lasting Child” e uma despedida emocionada entre banda e público que teve a oportunidade de presenciar a execução em alto estilo desse clássico do metal nacional.


DSC_0198Setlist Andre Matos:

1. Liberty
2. I Will Return
3. Course of Life
4. Stop!
5. Rio
6. The Turn Of The Lights
7. Fairy Tale (Shaman)
8. Lisbon (Angra)
9. On Your Own
10. Living for the Night (Viper) 
– pausa
11. Unfinished Allegro (Angra)
12. Carry On (Angra)
13. Time (Angra)
14. Angels Cry (Angra)
15. Stand Away (Angra)
16. Never Understand (Angra)
17. Wuthering Heights (Kate Bush Cover)
18. Streets of Tomorrow (Angra)
19. Evil Warning (Angra)
20. Lasting Child (Angra)

Galeria de Fotos

Agradecimentos a Rockshowbiz e The Ultimate Music Press pelo credenciamento, realização do espetáculo e profissionalismo demonstrado com a equipe Rock Express.

http://www.rockexpress.net.br/2013/05/13/andre-matos-em-sao-paulo-live-11-de-maio-de-2013/#_

PALCO SUNSET: ANDRE MATOS + VIPER


09.05.2013

 

Palco Sunset é o ponto de encontro de sons, histórias e projetos. E um desses grandes encontros será conduzido por dois gigantes do metal nacional: Andre Matos e Viper. Quem conta um pouco dessa história é o ViperManiacs. Avante, Soldiers!

Completando 28 anos de carreira esse ano, o Viper é uma das bandas mais importantes do heavy metal nacional. Ao lado do Sepultura, ajudou a divulgar a força do metal brasileiro no exterior.

 A banda teve seu início em 1985. Depois de vários álbuns, diferentes formações e um hiato em suas atividades, voltou à ativa no ano passado para comemorar os 25 anos do seu primeiro álbum, “Soldiers Of Sunrise”, dando início a uma turnê pelo Brasil com um total de 25 shows realizados em quase todos os estados do país. Além disso, abriram os shows que a banda americana KISS fez em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O primeiro show oficial da turnê comemorativa ocorreu no dia 1º de julho de 2012, na cidade de São Paulo, com o retorno do vocalista Andre Matos, após 22 anos de sua saída, e a formação clássica de Pit Passarell (baixo), Felipe Machado (guitarra), Guilherme Martin (bateria) e o guitarrista Hugo Mariutti, que entrou no lugar de Yves Passarell devido à agenda de shows deste com o Capital Inicial. Yves participou apenas da apresentação da banda em São Paulo, na qual foi gravado o DVD comemorativo que será lançado ainda esse ano. É essa formação que vai se apresentar dia 22 de setembro no palco Sunset, junto de Andre Matos e sua banda solo. Será a primeira vez que tanto o Viper quanto o Andre Matos se apresentam no festival. A expectativa para o show é grande de ambas as bandas, que prometem um repertório recheado de clássicos já conhecidos pelos fãs.

Atualmente o Viper se dedica à produção do DVD e à remasterização dos dois primeiros álbuns, “Soldiers of Sunrise” e “Theatre of Fate”. Já Andre Matos está em turnê com sua banda solo, que conta com Hugo Mariutti (guitarra), André Hernandes (guitarra), Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria), divulgando o novo álbum “The Turn Of The Lights”, além de comemorar os 20 anos de lançamento do “Angels Cry”, primeiro álbum da banda Angra, da qual Andre foi um dos fundadores. Vale a pena lembrar que Andre Matos, além do Viper e do Angra, também fez parte da banda Shaman e dos projetos Virgo e Symfonia, além de ter em seu currículo várias participações em projetos de outros artistas como o Avantasia, de Tobias Sammet (Edguy).

A campanha para o Viper tocar no Rock In Rio começou ano passado através das redes sociais, e logo ganhou o apoio da banda e de seus colaboradores, como é o caso do Wikimetal (principal responsável por essa volta aos palcos). Os fãs apoiaram no Facebook e Twitter, e, no dia 26 de março, os “ViperManiacs” tiveram a tão aguardada recompensa!

Podem esperar que Andre Matos e Viper darão um show nesse Rock In Rio!!

A gente se vê dia 22 de setembro, SOLDIERS!!!

Abraços da equipe VIPERMANIACS!!

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Foto: Nando Machado.

 

Entrevista com Andre Matos


22 de abril de 2013

Entrevista com Andre Matos

Você pode ter máquinas, computadores, softwares, mas tem uma coisa insubstituível, que é a química”

W (Nando Machado): Começando mais uma entrevista aqui do Wikimetal dessa vez com nosso grande representante do Heavy Metal brasileiro, o maior vocalista brasileiro de todos os tempos, Andre Matos. Tudo bem Andre?

Andre Matos: Obrigado pelos elogios, mas você esqueceu de dizer também uma das qualificações que eu recebi, ainda muito jovem, quando eu fui eleito o maior Rock Metal do Brasil, não era isso?

W (Daniel Dystyler): É isso mesmo, você é o grande representante do Rock Metal, muito bom. Andre a gente tá super animado porque essa semana vai sair o disco novo da sua carreira solo The Turn Of The Lights. A gente já soube que esse disco teve uma repercussão muito positiva no Japão, conta para gente um pouco sobre isso, sobre essa repercussão, sobre o disco, a expectativa do lançamento. Fala um pouco para gente o que tá vindo nessa semana do Andre Matos?

AM: Bom juntamente com todo aquele planejamento da turnê do Viper, da volta do Viper, a turnê comemorativa dos 25 anos do Soldiers Of Sunrise, isso é uma coisa que já tava clara, quer dizer tava na hora de entrar em estúdio também para me dedicar, eu e a banda, banda solo, ao terceiro disco da carreira solo, né? A gente lançou o primeiro em 2007 que foi o Time To Be Free, dois anos depois a gente lançou o Mentalize e agora, demorou até um pouquinho mais, assim, foram um pouco mais de 2 anos de espera para esse, mas valeu muito pena, porque na realidade a gente já vinha compondo essas músicas há mais tempo, as músicas já tem alguns anos e a gente foi aprimorando elas ao longo do tempo, na medida que a gente tinha disponibilidade para isso. Então no momento que a gente entrou no estúdio dessa vez para gravar a gente já tava, assim digamos, um pouco mais cientes e preparados em relação aquilo que a gente tinha que fazer, que esperava a gente dentro do estúdio. E ele foi inteiro feito no Brasil, ele foi inteiro gravado, a pré-produção, própria gravação, a mixagem, a masterização no mesmo lugar que foi o Norcal Studios em São Paulo. Então eu aproveitei o tempo que eu tava aí no Brasil, no momento eu não to aí, to na Europa agora, mas aproveitei o tempo que eu tava aí até me preparando para a turnê do Viper também, enquanto já tava em estúdio com a banda solo gravando no Norcal e terminando essa produção. Então foram alguns meses agora, os últimos quatro meses digamos, foram meses de bastante trabalho, de bastante dedicação e muito suor para isso tudo sair do jeito que a gente queria. E vou dizer para vocês, nessa altura da carreira, nessa altura do campeonato, você já não sabe muito mais o que esperar quando você lança um disco né? Porque é sempre aquele dilema “Bom será que isso vai agradar os fãs ou será que nós estamos fazendo uma coisa extremamente diferente que vai agradar a nós?”. Na hora que o disco bateu no Japão já foi assim um sucesso de crítica pelo menos, acima do que foi os lançamentos anteriores e até e acima do que tinha sido já com as bandas anteriores, tipo Shaman e Angra. Enfim, a gente conseguiu uma cotação, uma nota muita alta nos meios especializados do Japão para esse disco e vamos ver o que isso vai trazer de retorno para nós. Eu espero que a gente consiga repetir essa impressão nos outros territórios que a gente vai lançar o disco, principalmente no Brasil que é o único país que vai lançar o disco simultaneamente ao Japão, os outros lançamentos no resto do mundo vão esperar um ou dois meses mais. Brasil e Japão são os países que vão pensar essa exclusividade do lançamento agora no dia 22.

W (NM): Muito legal Andre, queria que você falasse um pouco sobre o processo de composição de músicas do disco assim como a produção do The Turn Of The Lights, a composição das músicas mesmo de letra, de melodia desse disco novo.?

AM: Bom, como vocês sabem, eu tenho passado um bom tempo durante o ano fora do Brasil, tô morando a maior parte do tempo aqui na Suécia de onde eu tô falando agora. Então assim, tem muitas coisas que eu crítico em termos de internet, acho que a internet é muito nociva em certos aspectos. Por outro lado tem coisas maravilhosas na internet como, por exemplo, o Wikileaks e como, por exemplo, o Wikimetal e como, por exemplo, o fato de você poder intercambiar arquivos de uma forma tão fácil, eu não imaginaria isso há 10 anos né? Aproveitávamos os momentos em que estávamos juntos para fazer algum show, alguma turnê, para trabalhar um pouco nas músicas. Então o legal desse processo de composição dessa vez até que um pouco diferentemente do disco anterior, que foi um disco feito rapidamente, um disco que em 2 meses a gente começou a compor e terminou que foi um grande desafio também assim a gente não sabia se conseguiria fazer isso e conseguiu, mas esse não, esse a gente demorou quase 2 anos para fazer aos pouquinhos, então fazia quando realmente sobrava tempo e as coisas foram tomando forma de repente a gente tinha todas as ideias basicamente fechadas. A maioria das composições é parceria do Hugo Mariutti comigo, eu escrevi todas as letras para as músicas, mas também compus uma boa parte das músicas, acho que a gente conseguiu achar uma combinação de uma maneira de compor que é muito efetiva entre nós dois, a gente se respeita muito e é uma grande parceria. Mas por outro lado, na banda solo, eu sempre deixei isso muito claro desde o começo dela, quer dizer, se não passar pela mão de todo mundo a coisa não sai. Mesmo faixas que você compôs sozinho elas são daí apresentadas a todos e todos têm opiniões, tem direito de falar qualquer coisa a respeito e de fazer seus próprios arranjos para seus próprios instrumentos ali. Então é um trabalho em conjunto né? E eu valorizo isso é uma coisa que eu não abro mão. Então esse foi basicamente o processo de composição das músicas.

W (DD): Legal Andre. E agora que a gente já falou bastante do disco e você já mencionou que ele tá saindo essa semana, dia 22 de agosto, simultaneamente no Japão e no Brasil, a gente queria saber se hoje, que tá indo ao ar nosso episódio dia 20 de agosto, dois dias antes, a gente pode em primeira mão com exclusividade, rolar pelo menos uma música para os nossos WikiBrothers poderem ter o gostinho de como vem bem, como vem forte, como vem completo e consistente esse disco novo de Andre Matos. Pode ser?

AM: Pode ser. Para isso na realidade eu tive que consultar a gravadora japonesa, obviamente. Por mais que seja o mesmo dia, qualquer coisa que seja feita com antecedência, a gente até deu uma certa sorte dessa vez de nada vazar integralmente, trechos as pessoas podem escutar, mas as músicas inteiras, essa vai ser uma exclusividade do Wikimetal então tanto a gravadora japonesa quanto a gravadora brasileira Azul Music autorizaram da gente rolar uma faixa e vamos escutar então a faixa que não é a que abre o disco mas é a segunda faixa do disco é uma faixa que representa bastante, vamos dizer assim, o estilo da carreira como ela sempre foi desde Viper até os dias de hoje, quer dizer acho que essa faixa de certa maneira engloba tudo isso. Aquelas mudanças de andamento, mudanças de clima no meio das músicas, mas nem por isso quer dizer o disco segue apenas essa linha, o disco ele é extremamente variado. Quando todos vocês que estão escutando agora puderem ouvir as outras faixas, vocês vão entender isso que a gente colocou um pouco de tudo nesse disco. Essa faixa eu acho ela é bem representativa no sentido de que ela é aquilo que engloba, vamos dizer assim, um estilo que representa minha carreira, um estilo que me marcou desde o começo. Então, vamos ouvir agora juntos em primeira mão no Wikimetal a faixa Course Of Life.

Na banda solo, se não passar pela mão de todo mundo a coisa não sai. Todos tem direito de falar qualquer coisa e de fazer seus próprios arranjos”

W (DD): Sensacional, essa foi Course Of Life. Brigadão Andre, pela primeira vez, possivelmente no mundo né? Mas com certeza do lado de cá do hemisfério essa música é executada em primeira mão no Wikimetal, a gente tá muito honrado né Nando?

W (NM): Muito honrado, muito honrado. Eu tive a chance de ouvir o disco inteiro. Posso dizer assim, na minha opinião, é o melhor disco da carreira solo até hoje. Agora que sua carreira já tá estabelecida Andre, eu queria que você falasse um pouco da formação da banda, dos músicos que te acompanham?

AM: O lance da banda solo é interessante nesse sentido porque existe uma grande liberdade né? Você não cria vínculos vitalícios com os membros da banda e fica na banda quem tá a fim de ficar na realidade, fica na banda quem quer ficar. Eu nunca mandei nenhum músico embora da banda, isso nunca aconteceu, o que já aconteceu foi necessidades privadas e pessoais dos músicos que deixaram a banda para fazer outras coisas para se dedicar a outros projetos. Enfim, e eu não posso me opor, isso eu acho bacana porque desde o início quando algum dos músicos entrou na banda e ficou um determinado tempo, quer dizer todos estavam cientes que se aparecesse uma oportunidade que eles considerassem melhor ou que eles tivessem necessidade de fazer alguma outra coisa eles estavam livres para isso, desde o começo foi assim. Então só para enumerar nos tivemos o primeiro baterista que era o Rafael Rosa que gravou o Time To Be Free, ele chegou a completar a gravação do disco, mas saiu logo após. E ai a gente começou a procurar um novo baterista, e os dois finalistas foram, respectivamente, o Eloy Casagrande e Rodrigo Silveira. De repente entrou aquele moleque com 16 anos foi uma aposta, foi um risco até, pegar um garoto de 16 anos e botar no meio de uma banda já experiente que já rodou muito por aí com outros projetos enfim, mas a gente resolveu correr esse risco, e valeu muito a pena, a gente praticamente descobriu o Eloy, revelou o Eloy pro mundo. Hoje ele tá no Sepultura, deixou a banda há questão de 1 ano e pouco mais ou menos, 1 ano né? E foi para o Sepultura. Ele me ligou, óbvio a gente tem uma relação muito boa até hoje e ele disse “Recebi uma proposta do Sepultura que para mim é um grande desafio, eu gostaria de fazer isso, tô a fim de encarar essa” eu falei “Eloy, conta completamente com a gente para isso, claro que vai ser uma dor de cabeça te substituir principalmente você sendo quem é, né? Mas a gente vai em frente e boa sorte o que você precisar estamos aí” foi nessa base a despedida do Eloy. Antes do Eloy sair da banda, o Luis Mariutti, meu grande companheiro de muitos anos, desde a época do Angra, grande amigo também, teve que sair da banda por questões até pessoais, ele começou a trabalhar com outras coisas, mudou um pouco o foco do trabalho, enfim resolveu não se dedicar somente a música essa é uma coisa que eu tive que respeitar também naquele momento. Então desde o momento que o Luis saiu, o Luis me indicou um substituto, ele mesmo indicou o Bruno Ladislau, ele falou “Esse é um cara que eu confio para fazer o trabalho com vocês, eu indicaria ele para você”. E o Bruno entrou e ficou até hoje e eu tô muito contente com o Bruno como baixista na banda, porque uma pessoa extremamente fácil de conviver. Depois que o Eloy saiu veio a questão quem era o finalista junto com o Rodrigo Silveira, então ele tem um jeito mais pessoal de tocar, mais tarde o Fabio Ribeiro também tecladista teve seus argumentos, seus motivos para querer sair porque ele queria se dedicar a um projeto próprio e ele foi muito franco comigo com isso e eu falei “Fabio as portas estão sempre abertas para você, quando você quiser você é um cara praticamente insubstituível na minha opinião”, o Fabio é o melhor tecladista do Brasil na minha opinião, sempre muito bom trabalhar com ele sempre foi uma mão direita assim de uma certa maneira. Quando o Fabio saiu a gente se viu num grande dilema, vamos colocar alguém no lugar do Fabio ou não? Nas bandas anteriores eu fazia a função de tecladista, tanto no Angra quanto no Shaman, mesmo no Viper eu já assumi o posto de tecladista, que, aliás, é o posto que de onde eu nunca deveria ter saído, os caras do Viper que me convenceram a ser vocalista no comecinho, mas eu comecei como tecladista, então eu gosto de tocar teclado, eu gosto de fazer arranjo, umas das partes que eu acho mais legais, sentar para bolar um arranjo para uma música, explorar os sons enfim. Então conversando com o pessoal da banda a gente não achou a necessidade de colocar um tecladista fixo na banda mais uma vez que o Fabio não estava já que não era o Fabio então não precisa ter ninguém. Então nesse disco, eu resolvi assumir o meu posto de tecladista e juntamente com o Hugo que é um cara, Hugo Mariutti, é um cara muito interado de tecnologia, de computação, de todos os softwares e equipamentos de última geração, talvez não tenha a técnica de tecladista mais as ideias ele tem. Então nós dois juntos conseguimos nos virar muito bem nessa questão do teclado.

W (NM): Bom, falando um pouco agora sobre essa volta, essa tour comemorativa do Viper de 25 anos do Soldiers Of Sunrise. A gente sabe o imenso sucesso que foi a primeira perna com 15 shows em 30 dias. Agora quais são as suas expectativas para a segunda e final parte da To Live Again Tour que acontece em setembro, começa agora no Porão do Rock dia 08 de setembro em Brasília.

AM: É cara vai ser demais, a expectativa é que seja mais divertido ainda do que já foi, tocar essas músicas ao vivo é uma coisa que emociona a gente, essa recepção do público no Brasil inteiro que tava tão saudoso desse tempo. E interessante da turnê é que o público que lotou as casa no Brasil inteiro, literalmente lotou, foi uma turnê “sold out”, não era apenas a geração Viper, não era apenas a geração que viveu aquela época, óbvio que havia muita gente na época e muitas caras conhecidas e a gente conversou, a gente teve a oportunidade de conversar com muita gente, que participou daquele momento histórico do Metal Nacional final dos anos 80, muito bacana poder encontrar todo esse pessoal por aí, pelo país a fora. Mas o interessante de tudo isso é assim como as gerações novas também começaram a entrar nessa história. Talvez isso se deva muito a internet também, as pessoas têm acesso hoje em dia a coisas que já aconteceram. O bacana dessa turnê, o interessante, o mais impressionante assim, uma banda que não entrava junta no palco há 25 anos, o resultado disso é uma coisa meio impressionante assim. De repente o Viper obviamente não é a banda mais técnica do mundo, não é o Dream Theater não é a coisa mais impecável e perfeita do mundo, mas a energia que sai do som, a energia que sai do palco, que a gente consegue entregar na hora que tá tocando junto ali é uma coisa indescritível é uma coisa para mim foi impressionante, tinha horas que eu não acreditava, olhava para trás e falava “de onde tá saindo tudo isso?” e eu acho que essa é a grande diferença, você pode ter máquinas, você pode ter computadores, você pode ter softwares, você pode ter equipamento que reproduza, que emite, que simule, enfim etc, etc, etc, mas tem uma coisa meio que insubstituível assim que é a química, que é o talento, que é a vontade, de certa maneira a afinidade que a gente tem junto e isso transpareceu muito nessa turnê né? E tem os seus lados extremamente divertidos também né, de a gente fazer mil brincadeiras ali, da gente se sentir como se fosse no quintal de casa tocando quando a gente tinha 12, 13 anos de idade. Como eu digo eu devo a minha carreira ao Viper eu devo a minha escolha de vida provavelmente ao Viper. Se eu não tivesse sido chamado para cantar na banda naquele momento quando eu tinha entre 12, 13 anos de idade… Loucura né? Mas foi exatamente isso quer dizer de repente eu não sei se eu estaria aqui hoje se eu seria músico foi ali que tudo começou, tentando aprender guitarra de ouvido na marra, tirando as músicas, vendo o Pit compor as músicas. Tá todo mundo muito em forma também no palco e a energia tá renovada. Então foi tranquilo fazer essa turnê, foi uma coisa que nos ensaios a gente já tava sentindo muito prazer de estar junto de ensaiar e na hora que se passou para o palco acho que multiplicou essa sensação.

Os caras do Viper que me convenceram a ser vocalista no comecinho, mas eu comecei como tecladista, eu gosto de tocar teclado”

W (DD): Muito legal Andre, eu não vou poder deixar de terminar essa entrevista sem fazer a pergunta tradicional que a gente sempre faz para todo mundo você já respondeu essa pergunta a primeira vez que você passou por aqui. Que música é essa para gente ouvir agora no Wikimetal?

AM: Eu acho que da outra vez foi Touch Of Evil.

W (DD): Isso ai!

W (NM): Exatamente do Painkiller.

AM: Qualquer uma do Judas. Electric Eye.

W (NM): É isso ai Andre Matos lançando o disco The Turn Of The Lights. Um dos discos mais esperados do ano. Grande abraço para você, das últimas vezes a gente tava mais próximo, mas a gente espera a segunda parte da To Live Again Tour em setembro e todo o trabalho que vai ser feito com o The Turn Of The Lights e boa sorte aí.

W (DD): E eu só queria falar antes de você falar as últimas palavras queria te perguntar, porque você citou né quando você tava falando do Viper você citou o Dream Theater né? Você gosta do Dream Theater?

AM: Cara, quando o primeiro disco do Dream Theater apareceu o primeiro disco conhecido foi o Images And Words eu fiquei de boca aberta, alguém me mostrou isso numa fita cassete, no carro, não lembro onde foi. Era impressionante era uma coisa a gente nunca tinha visto, eu tive a oportunidade de ver eles ao vivo algumas vezes. O Dream Theater foi uma banda que veio para marcar também para mudar um pouco a história, do que se vinha fazendo de repente tava tudo muito saturado, ali início dos anos 90 também. Então foi um momento muito estranho até para o Heavy Metal, porque o Metallica veio com um disco de muito sucesso e completamente diferente do que eles vinham fazendo, mas que eu acho um grande disco e o Dream Theater veio com esse disco Images And Words que eu acho perfeito, eu acho discasso, com músicas ótimas.

W (NM): A gente ta oferecendo aqui para os nosso ouvintes, um par de ingressos para o Dream Theater que toca em São Paulo no Credicard Hall e a gente tem que fazer uma promoção, fazer alguma pergunta aí, tem alguma sugestão?

W (DD): A pergunta vai ser: Qual é o disco preferido do Dream Theater que é o disco preferido do Andre Matos. De toda a carreira do Dream Theater qual é o disco preferido do Andre Matos, mande para info@wikimetal.com.br e você vai estar concorrendo a um par de ingressos para o show do Dream Theater que vai ser no Credicard Hall em São Paulo no dia 26 de agosto, imperdível né Andre?

AM: Pois é eu acho que é um show assim imperdível mesmo é um show que vale a pena ser visto para quem é fã obviamente para quem não é fã também porque é impressionante. Eu tive até o prazer de vê-los, há questão de um ano quando eu tava com o projeto Symphonia a gente tocou num festival na França no Sonisphere e o Dream Theater tocou junto então eu vi bem em cima do palco bem de perto, realmente é impressionante agora com baterista novo, para os bateras é uma aula, é uma lição. Todos ali são muitos feras, todos são super músicos, então eu acho que assim como lição de música é bacana, é legal de ver. Puta, umas das melhores bandas que estão não ativa isso eu não tenho nenhuma dúvida.

W (DD): Muito legal Andre, parabéns de novo pelo disco “The Turn Of The Lights” lançamento no Japão e no Brasil no dia 22 de agosto, mas aqui no Wikimetal graças ao Andre a gente já ouviu “Course Of Live” uma música que rodou aqui em primeira mão. Muito legal, toda sorte do mundo para o disco, tomara que seja um sucesso mesmo.

AM: Em relação a música e também em relação ao disco logo após o lançamento. Então escrevam para o Wikimetal que eles vão passar para mim depois que eu faço questão de receber esses posts aí.

W (DD): O que o pessoal comentar em relação ao som a gente com certeza vai repassar para o Andre né, Nando?

W (NM): É isso aí. Andre um grande prazer falar de novo com você, um grande abraço e a gente te espera aí no Brasil muito em breve.

AM: Falou WikiBrothers daqui a pouco eu to aí no Brasil e vamos arregaçar na segunda perna do Viper e na sequência turnê Andre Matos, banda solo. Aliás, a Azul Music, se vocês entrarem no site http://www.azulmusic.com.br, já tá fazendo a pré-venda do disco, então quem tiver a fim já entra lá e recebe de primeira mão antes de qualquer um pelo correio, ok? Então valeu aí pela força de vocês, valeu quem tá escutando e a gente se vê daqui alguns dias aí no Brasil.

W (NM): Valeu Andre, um abração!

fonte: http://wikimetal.com.br/site/entrevista-com-andre-matos/