Entrevista com Andre Matos traduzida para o português


Fan Site Oficial: Oi Andre… Primeiramente, parabéns pelo sucesso da turnê do Time to be Free! O que você sente depois de uma grande turnê como essa?

AM: Nunca é suficiente! Não há lugares suficientes, não há tempo suficiente… As coisas acontecem rápidas demais, sabe. Me lembro de alguns artistas do passado que costumavam gravar um álbum a cada cinco ou dez anos – alguns ainda fazem isso, como o AC/DC. Mas agora, cada vez mais você tem que lançar coisas novas e fazer novas turnês… Tem toda uma indústria por trás e ela meio que te força a ser cada vez mais rápido. Então, eu acho que ainda haveria possibilidade de promover mais shows do TTBF, talvez ir a lugares diferentes; eu voltaria a alguns dos lugares nos quais já estivemos. Mas aí pareceu que era hora de começar a produzir um novo álbum. Graças a Deus já tínhamos muitas idéias que estivemos reunindo, inclusive durante a turnê, então na verdade não foi tão difícil juntar estas idéias. E se eu tivesse que dizer a razão, diria que a atmosfera em geral, acredito, foi algo muito importante, não só porque pudemos promovê-lo [o álbum TTBF] em tudo quanto foi lugar, mas especialmente porque isso proporcionou à banda um melhor relacionamento como músicos. Para alguns caras da banda foi a primeira turnê pelo mundo e tenho certeza que todos estavam aprendendo muito com isso. E mesmo para os mais experientes, como eu e o Luis, é sempre bom voltar pra estrada e viver essa experiência mais uma vez, por mais intensa que seja; porque às vezes não é uma vida fácil estar na estrada, sabe, fazendo shows todo dia, longe de casa e em lugares diferentes…mas, com certeza, quando acaba, nós sentimos falta! Estar na estrada vira nossa rotina. Então, cada vez que gravamos um álbum, estamos basicamente pensando na turnê, e já estamos querendo que venha a próxima.  

Fan Site Oficial: Vamos falar sobre o novo álbum. Ainda há muito trabalho pela frente?

AM: Sim. Eu já trabalhei muito e vim para a Alemanha estas últimas semanas para iniciar o processo final com o Sascha Paeth, e também com a Amanda Somerville, que está participando deste trabalho; mas ainda há algumas coisas a serem realizadas, e depois dessa temporada aqui na Itália, estarei de volta ao Brasil para acabar algumas coisas que ainda faltam no álbum; algumas linhas vocais ainda estão faltando, alguns arranjos também… Mas eu diria que está bem perto do final, 80% do álbum já está completo. E até agora estamos bem contentes com o resultado! Boas canções vieram espontaneamente, sem perder nosso estilo, mas, como costumo dizer, estou sempre tentando chegar um pouco mais além, desenvolver cada vez mais as coisas que começamos… Então eu acho que será um desenvolvimento e um sucessor perfeito pro Time to be Free.

 

Fan Site Oficial: Então está na linha do Time to be Free? Não é completamente diferente?

AM: Não, eu não diria isso. Não é completamente diferente, talvez seja mais…preciso, mais maduro. Algumas coisas no Time to be Free…Gosto muito desse álbum e acho que foi perfeito como o primeiro álbum da banda Andre Matos, mas sinto que algumas coisas foram exageradas demais. Às vezes há tantos detalhes que as pessoas simplesmente não conseguiriam reconhecer o que foi feito ali. É uma arte fazer algo um pouco mais simples, mas ainda ter a mesma mensagem, a mesma força e a mesma "classe", por assim dizer. Acho que também é parte do desenvolvimento pensar como soaria se nós fizéssemos ao vivo, para que não diferisse muito do que está no álbum.

Fan Site Oficial: Você sempre pensa nisso? Em como soaria ao vivo?

AM: Se possível sim. Claro que tem algumas músicas que já nascem como canções complexas, por exemplo, no TTBF temos…

Fan Site Oficial: …A New Moonlight.

AM: Sim – como tocá-la ao vivo? A não ser que usemos playback, somente com uma grande orquestra – o que também é uma possibilidade algum dia. É um sonho meu fazer algo assim; mas, aí, uma música como essa você já grava sabendo que não é pra ser tocada ao vivo. Mas queríamos fazer um álbum um pouco mais "facilmente digerível", mais direto ao ponto – o que não necessariamente significa que o álbum é simples! Ainda tem muitos elementos, alguns desses elementos são ainda mais extremos, mas de alguma forma cuidamos que não vá longe demais em termos de "exagerar" alguma coisa. 

Fan Site Oficial: Em francês, dizemos: ‘Le mieux est l’ennemi du bien’ (‘O melhor é o inimigo do bom’ – em português acho que uma expressão aproximada seria “Pior a emenda do que o soneto”), o que significa que quando você refaz muito alguma coisa…

AM: …você começa a estragar as coisas.

Fan Site Oficial: …e perde as idéias originais.

AM: É isso mesmo! É muito difícil, acho que apenas a maturidade pode lhe dar conhecimento suficiente para saber lidar com isso, escolher entre o que é certo e o que é errado. Há uma linha muito tênue entre essas coisas porque, por outro lado, se você não se importar de maneira alguma com o que está fazendo, pode ficar muito tosco, muito pobre, e isso não é de jeito nenhum o que quero. É muito difícil conseguir extrair a essência boa de algo, sem perder o refinamento.

Fan Site Oficial: O novo álbum terá quantas músicas?

AM: Cerca de quinze músicas. Algo em torno de quatro faixas deverão ser lançadas só no Japão, como bônus especial…

Fan Site Oficial: Por que o Japão de novo?

AM: É cada vez mais; quero dizer, no passado eles pediam uma canção só, e agora estamos indo para aproximadamente 20 minutos de música! É fácil entender… Lá, eles têm um grande problema com importados; porque alguns [álbuns] importados podem chegar no Japão custando a metade do preço do produto japonês se vierem da China, Coréia ou algum outro lugar. Então, esse é o jeito que eles deram para proteger o mercado interno, eles precisariam de algo realmente original, único, para que eles não mão sofressem tanto com a importação. E a idéia deles seria lançar talvez um CD separado, apenas como bônus, como um E.P., um CD duplo que viria em uma só embalagem, assim o produto japonês ficaria um pouco diferente do resto. Mas seremos muito cuidadosos quanto à escolha; ainda não sabemos quais músicas serão as faixas bônus, vai depender…

Fan Site Oficial: …pelo menos a música cover, talvez?

AM: O cover com certeza. 

Fan Site Oficial: Haverá somente um cover?

AM: Sim, e será uma faixa bônus…

Fan Site Oficial: Haverá alguma versão retrabalhada nesse álbum também, como A New Moonlight?

AM: Bem, ããh… (risos)

Fan Site Oficial: Você não quer falar.

AM: Acho que já falei demais! (risos)

Fan Site Oficial: Ok, então será surpresa!… Pra quando está programado o lançamento?

AM: O álbum estará pronto em Julho/Agosto, então acho que o lançamento será por volta de setembro.

Fan Site Oficial: Vocês planejam algum videoclipe para este álbum? Seria legal…

AM: Talvez mais que um. Temos uma boa chance de filmá-lo provavelmente na Europa, quando voltarmos aqui. Talvez os clipes virão um pouco tarde, mas com certeza faremos pelo menos um.

Fan Site Oficial: Será um clipe com "história", com atores e tudo o mais?

AM: Sim, eu prefiro fazer assim. Acho que se for bem feito, é menos chato – de todo jeito, não sou um grande fã de clipes, não gosto muito. Acho que eles sempre parecem um pouco bobos, não assisto videoclipes! Mas é uma boa forma de promoção, é bom pros fãs… então, já que tem que fazer um clipe, deve-se fazer uma coisa realmente interessante. Quero dizer, colocar a banda num buraco, um buraco escuro, e só a banda tocando… não faz muito sentido. Daí é melhor gravar os shows ao vivo e lançá-los em DVD.

Fan Site Oficial: Vamos falar da próxima turnê: em que países vocês planejam tocar? No site, temos pedidos para Holanda – Argentina – México – Brasil, é claro – Itália – Ásia – Chile – Peru – Porto Rico – Alemanha, na qual vocês não foram nessa turnê – França… 

AM: Se tocássemos em todos esses países, eu não reclamaria!! (risos) Muito legal… Bem, acho que vamos começar provavelmente na Europa Oriental, depois do lançamento do álbum. Na verdade, o primeiro show será nos Estados Unidos, no Festival Prog Power, em Setembro; será perto da data de lançamento do álbum; mas faremos apenas um show lá, e depois disso, acredito que voltaremos à Europa em outubro para fazer alguns shows especiais no Leste europeu… e então, há uma boa possibilidade de expandirmos nossa turnê, até mais ou menos novembro, a todos os outros países. E desta vez, espero fazermos uma turnê como banda headliner, para tocarmos o set inteiro, mais as novas músicas. Estou muito ansioso!

Fan Site Oficial: Vocês só farão shows como headliner [banda principal] ou aceitariam ser banda de abertura também?

 

AM: Planejamos tocar como headliner. Depende de vários fatores, incluindo o tipo de promoção que teremos pro álbum, e o apoio do selo da gravadora, mas eu acho que há uma boa chance, depois do que fizemos em janeiro, tocando com o Edguy. Mas também fizemos alguns shows headliner lá na Europa… tivemos alguns convites para América Latina, também como headliner, então acho que vai rolar até o fim do ano. E ano que vem, será hora de fazer alguns festivais de verão, então teremos muito tempo desde o lançamento do álbum para marcar os festivais, faremos turnê como headliner antes, então tudo deve dar certo.

Fan Site Oficial: Vocês farão uma turnê promocional acústica, como aconteceu com o TTBF?

AM: Ainda não sei. Aquela foi bem espontânea, o selo queria fazer uma promoção especial. Não sei como vai ser esse ano, se há orçamento pra isso, se há interesse em fazer isso. É claro que é legal para os fãs…

Fan Site Oficial: Sim! Muitos perguntaram sobre isso.

AM: Sim… pra gente é legal também… é algo fácil de organizar – não digo fácil de executar, mas fácil de estruturar – e de alguma forma é uma boa oportunidade de ficar realmente perto das pessoas. Mas mesmo se não houver uma performance acústica, acredito que estaremos por aí divulgando, fazendo mais entrevistas e coisas do tipo.

 

Fan Site Oficial: A respeito do "processo criativo"… O quão envolvidos estão os outros membros da banda em escrever e compor? Qual deles contribui mais nas partes instrumentais?
AM:
Acho que o Hugo é o parceiro mais freqüente na hora de compor, mas isso não significa que os outros caras não trabalhem comigo também. Todas as músicas são o resultado da amizade coletiva. É muito bom pra mim trabalhar junto com outros, porque esclarece um pouco mais minha mente, é melhor assim do que só fazer as coisas sozinho. Gosto mais. E dessa vez o processo foi o mesmo; os caras tendo idéias, trazendo-as e trabalhando-as juntos, para que todos levem crédito por elas. Eu não sou um compositor ciumento a este respeito, não quero soar como se meu nome estivesse lá sozinho.


Fan Site Oficial: Há alguém na banda – ou fora da banda – que freqüentemente faça o papel de ‘conselheiro supremo’? A quem recorre quando você não sabe que decisão tomar ou quando não consegue tomar uma decisão?

AM:
Sim, costumo consultar… todos eles.  

Fan Site Oficial: Juntos?

AM: Juntos, e às vezes individualmente. Não tenho problemas em pedir os conselhos deles pra alguma coisa… Mas é claro, como é uma banda solo, muitas vezes tenho que tomar decisões por mim mesmo. Muitas vezes eu também procuro coisas novas sozinho… e então eu os aviso mais tarde o que está acontecendo, mas não gosto de trabalhar como o "chefe", sabe, tipo: "agora você faz isso, agora você faz aquilo"… nunca. É sempre bom quando todos sabem o que está acontecendo, é a vida deles também. Realmente quero sentir assim: que, embora o nome da banda seja Andre Matos, ela não deve depender só de uma pessoa, só de uma figura. Não é somente quando estou no palco que o show começa, deve começar já antes. Esse é o motivo de haver algumas partes no show em que os deixo tocar solos ou coisas do tipo, porque realmente quero mostrar pras pessoas esses bons músicos que estão tocando juntos, para que eles também se sintam confortáveis. Eu nunca me sentiria bem se de alguma forma eles me temessem ou tivessem medo do que falo – Teve uma época que eles estavam evitando tocar em alguns assuntos comigo, só porque eles estavam com medo da minha reação. Fiquei muito bravo com eles e disse: “Nunca façam isso!”. Temos que falar sobre tudo, embora haja alguns assuntos não tão bons de se falar, como dinheiro, por exemplo, e coisas do tipo. Todos devem se sentir livres pra falar como amigos. Talvez eu seja um pouco utópico quando penso ser possível coexistir a parte dos negócios e a amizade, e ainda ser músico. Porque estas são 3 coisas que às vezes não são compatíveis: ser músicos, ser amigos, e ter um negócio juntos! Na maioria das vezes não dá muito certo.  

Fan Site Oficial: E quando você trabalha com Sascha, na produção, ele participa no processo de composição? Ele adiciona algum toque pessoal?

AM: Ele dá a opinião dele, sim, mas desta vez, na verdade, eu trouxe tudo praticamente terminado pra ele. E ele também admitiu que não ousaria mudar muito do que foi feito, porque seria trabalhoso demais, já que as coisas já estão feitas. E ele também estava tendo uma mentalidade diferente sobre isso, dizendo, “Pensarei sobre isso do jeito que é, e se tiver pequenas mudanças que podem ser feitas, ok, mas não mexeremos na estrutura das músicas. Ele disse que, pra ele, este é o modo perfeito de se trabalhar, porque algumas bandas chegam a ele apenas com uma idéia geral, um rascunho, e acham que ele deve desenvolver a idéia a partir daí; ele não gosta muito disso, pois isso custa a ele muito esforço e poder criativo também. Mas eu acho que ele desempenha um grande papel de qualquer forma, ele também está trabalhando no som e em alguns arranjos… mas isso é o que ele realmente gosta de fazer: tentar aperfeiçoar algo, ao invés de ficar consertando erros.

Fan Site Oficial: Para este álbum, você sobretudo escreveu as letras depois que a parte instrumental estava feita, ou houve algumas letras que vieram à sua mente   não completamente terminadas, claro – mesmo antes de pensar na melodia, porque era mais importante pra você? 

AM: Sim, algumas idéias surgiram em minha mente antes, mas isso não quer dizer que escrevi a música baseado nisso. Provavelmente estavam combinando com as músicas que também estavam sendo feitas paralelamente, que não tinham letra ainda, e então tive essa idéia de letra e pude adaptar uma coisa com a outra e ficaram boas juntas. Tive 3 ou 4 idéias diferentes que surgiram em minha mente somente como letras, mas não necessariamente como música, e achei um jeito de encaixar tudo. É curioso, sabe, não consigo realmente explicar como esse processo acontece, não é tão fácil. É como…sei lá, é como quando você cozinha algo; cada dia sai diferente. Ou como as pessoas nascem com rostos diferentes; é a mesma coisa, mas cada um é diferente. É tão engraçado. Às vezes tem algumas músicas em que a letra aparece na hora. Eu começo a cantar algo, e quando começo a cantar, as palavras já aparecem. Não acabadas, ainda incompletas, mas a estrutura básica está lá, a idéia e o conceito básico estão lá. Então… tento não sair muito disso; tenho que respeitar esta falta de critérios espontânea, por assim dizer, e tentar focar naquela idéia.

Fan Site Oficial: Há alguma música desse próximo álbum que é mais especial ou mais importante pra você? 

AM: Sim, tem… mas esse tipo de coisa tende a mudar com o tempo. Às vezes, uma música que no começo você considera ser muito importante, quando está acabada, ou você se cansa um pouco dela, ou ela não se transforma em algo muito impactante, ou pode haver outras músicas que ficam mais relevantes no final das contas… Sim, neste momento tem algumas músicas que me dizem muito, significam muito pra mim, mas veremos no que vão dar. Ainda não sei como será o resultado final; espero que seja como imagino. Espero que continuem se desenvolvendo na mesma direção que estão agora e, se isso acontecer, creio que todos realmente vão gostar.

Fan Site Oficial: Houve rumores sobre um DVD; ele tem fundamento?

AM: Sim, planejamos um DVD para, talvez, ser lançado antes do fim do ano; seria uma boa idéia. Então precisamos, depois do show nos EUA e dos festivais europeus – gostaria de ter tudo isso gravado para o DVD, e temos toneladas de material dos dois últimos anos, é bastante coisa. Será bem trabalhoso novamente, selecionar, compilar e editar tudo isso, mas seria muito legal. E acho que agora podemos dizer que é hora de lançar um DVD, depois do próximo álbum. Então, sim, tomara que até o fim do ano. Seria uma boa temporada para isso.  

Fan Site Oficial: E quanto aos projetos paralelos: Virgo? Avantasia? AINA? Alguma idéia de datas…? 

AM: O único que sei é o Avantasia; sei que há algumas gravações já em andamento, provavelmente, e que eles estão escrevendo a coisa toda; acho que também será lançado até o fim do ano…


Fan Site Oficial: Em quantas músicas você participa?


AM:
Não sei ainda; só sei que fui convidado pra participar, e realmente depende de como a história vai ser, que tipo de personagem vou representar; não acho que farei o mesmo dos dois primeiros álbuns… mas é legal, porque o Avantasia, especialmente ao vivo, foi muito bom, uma atmosfera muito boa, então se tornou tipo um time estável, firme. Acho que para este álbum, haverá alguns grandes nomes cantando algumas partes ou tocando, mas o time básico continuará o mesmo. Estou feliz de participar no álbum novamente. Isso significa que no ano que vem haverá uma turnê, e foi absolutamente uma turnê muito boa pelo mundo inteiro.

 

Fan Site Oficial: Você ainda quer trabalhar na continuação do Virgo?

AM: Quero! Mas você vai ter que perguntar isso pro Sascha… (risos) Diga pra ele que eu quero!…Digo, ambos queremos, sabe, é sempre a mesma coisa, é sempre uma questão de tempo, porque temos nossos projetos e coisas pessoais. Então realmente precisaríamos…de um tempo como agora, entende? Sentar, relaxar…e compor algumas coisas. O Virgo deve ser como férias, se é que você me entende. Ao invés de ir pra praia ou algo do tipo, você apenas senta e faz um álbum. Poderia ser muito legal! Eu me lembro quando o fizemos e foi assim.

Fan Site Oficial: Muitas páginas de fãs apareceram no Myspace, Facebook, etc. nestes últimos meses, e o seu fã clube parece crescer cada vez mais rápido; como você se sente sobre isso?

AM: Parece que você está fazendo um bom trabalho!… (risos)

Fan Site Oficial: Não sou a único… é só uma tendência geral.

AM: Você não é a única, sejamos justos, mas…Houve pessoas mesmo antes de você aparecer que já estavam fazendo isso, mas eu realmente aprecio quando algo é bem feito, feito de forma séria. Eu nunca fui um apreciador de fã-clubes e coisas do gênero, porque normalmente é só uma forma das pessoas alimentarem seus próprios egos; eles pensam que, só porque pertencem a um fã-clube, ou são presidentes de um fã-clube – já tive essa experiência no passado – eles são de alguma forma mais especiais do que os outros. É um grande risco, de fato. Acho que essa é uma mensagem que deve ser divulgada.

 

Fan Site Oficial: OK, será divulgada…

AM: Eu quero dizer, não é o seu caso, absolutamente, e não é o caso de outras pessoas que conheço, mas isso pode ser algo perigoso. Então, eu realmente gosto quando é feito de forma séria, quando você nota que há uma paixão real pela música, e respeito muito isso. E ninguém deve criticar. Mas os fã-clubes falsos, eu não os suporto, porque quando você realmente precisa da ajuda deles, eles não te apoiam, eles estão lá basicamente só pelos holofotes… é um jeito fácil de se sentir mais importante do que as outras pessoas. Todos os novos fã-clubes que surgiram e pessoas que eu tive a chance de conhecer… são muito respeitosos, muito legais. Então, sim, com relação a isso, apóio a idéia, e respeito, porque sei que é fruto de boa vontade. Sabe, eu ficaria muito orgulhoso, muito contente, se um dia eu puder ver várias fanpages de todo o mundo, e todas conectadas… eu realmente espero que cresça, e enquanto houver pessoas responsáveis tomando conta, sempre terão meu grande apoio!

Fan Site Oficial: Obrigado.

 

Parte 2 – Perguntas elaboradas pelos fãs

 

Desculpem se nem todas as perguntas feitas por vocês foram respondidas, havia muitas questões e teríamos feito o Andre gastar tempo demais se tivéssemos perguntado tudo!

 

Fan Site Oficial: Você participou num show maravilhoso em Porto Alegre, com uma orquestra [Ulbra]. Você acha que um concerto como esse seria possível na França, ou na Europa?

 

A.M.: Na França, não sei…espero que sim! Na verdade, este é um grande projeto que tenho em mente para o futuro, para o futuro próximo talvez.

 

Fan Site Oficial: Imagine algo assim na Opéra Garnier…nossa! [N.T.: A Opéra Garnier, construída no século XIX, em Paris, é uma espécie de Teatro Municipal]

 

A.M.: Temos que preparar este projeto, deve ser muito bem pensado. Uma vez feita a primeira apresentação, será relativamente fácil fazer mais [apresentações], porque aí nós já teremos os arranjos, todas as partituras, tudo. E é isso que estou procurando, na verdade; quero muito tentar fazer mais e mais. Não seria tão difícil, tendo as partituras, só precisaria de um tempo de ensaio, e encontrar a orquestra certa, os patrocinadores certos, porque este não é um projeto barato. Mas tenho certeza que se o fizermos, será muito interessante e muitas pessoas gostariam de comparecer para ver. E também seria uma coisa legal pra lançar em DVD. E, sabe, como tenho treinamento em música erudita, é algo muito especial para mim, eu simplesmente não seria capaz de chegar, colocar uma orquestra em algum canto, tocar algumas notas e dizer: “Ah, bana e orquestra, ótimo!”. Há uma diferença enorme entre isso e algo que realmente é pra ser…bombástico.

 

Fan Site Oficial: O que você fez em Porto Alegre foi bem legal! Foi diferente, mas ótimo.

 

A.M.: Foi muito legal, porque eles se dedicaram pra fazer os arranjos, foi tudo feito por profissionais e estudantes de música sérios, então os caras estavam até ligando antes e perguntando: “Tudo bem se eu fizer os arranjos assim ou assado…”, e eu disse “Excelente, vamos fazer desse jeito”…Foi até carinhoso na verdade, porque depois do show, eles todos me trouxeram as partituras que tinham imprimido e me deram de presente…e isso também foi ótimo pro ambiente de música erudita, creio, porque eles não estão acostumados com a vibração calorosa que nosso público tem. Eles têm aplausos, claro, mas nunca alguém gritando durante as músicas ou cantando junto! E todos os músicos que estavam lá tocando olhavam pro público e ficavam tipo “Nossa, isso tá mesmo acontecendo??” – Sim, toda vez é assim! Então vocês não sabem o que estão perdendo! (risos) 

Outra coisa bem legal foi quando eu estava fazendo a ópera rock Tommy em São Paulo; muitos músicos jovens da orquestra, pessoas que tocam flauta ou violino ou outro instrumento, bons músicos, vieram pra mim e disseram: “Obrigado, Andre, porque eu comecei na música por ouvir suas músicas. Comecei tocando guitarra, mas agora toco violino”. E eu disse “Ótima escolha!” (risos)

 

Fan Site Oficial: E quanto a convidar alguns músicos eruditos pra próxima turnê, como você fez com o Shaman?

 

A.M.: Eu não me contentaria somente com um ou dois. Realmente esperaria até conseguir fazer a coisa toda, seria muito mais legal.

 

Fan Site Oficial: Você escreveu uma música sobre Lisboa, outra sobre o Rio… quando haverá uma música sobre Paris?

 

A.M.: Provavelmente não seria tão original!… De qualquer forma, não faço isso de propósito; simplesmente aconteceu por causa de alguma inspiração. A Lisbon foi porque tive uma experiência muito forte em Lisboa. Não sei exatamente como descrever, talvez porque é a terra dos meus antepassados, e era a minha primeira vez em Portugal; e Lisboa é uma cidade muito única, de certo modo, devido a toda atmosfera nos entornos, tudo é muito antigo e histórico, é muito especial. E quando estive lá pela primeira vez, estava andando sozinho pelas ruas da parte antiga da cidade, e vi coisas que ficaram muito vívidas na minha memória. E mais tarde, quando de repente surgiu essa linha de melodia – um dia simplesmente acordei e toquei isso no piano – pensei, talvez lembre um pouco a música tradicional portuguesa, o fado. E consegui confirmar isso quando encontrei com o Fernando Ribeiro (da banda Moonspell); ele foi convidado para cantar essa música comigo num showcase promocional, e me disse: “Isso é música portuguesa de verdade, isso é fado”.   Eu achava que sim, mas não tinha 100% de certeza. E ele me elogiou porque achou a música muito bonita, e sobre a cidade dele; então me senti muito honrado com tamanho elogio vindo de uma pessoa como ele, ele é um excelente escritor também…Então, foi um sentimento bastante forte. Depois, anos mais tarde, escrevi a música Rio porque fiquei profundamente tocado com um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, que é o Cidade de Deus. Primeiro, quando o filme foi lançado, achei que talvez fosse muito barulho por nada, que talvez fosse só outro filme sobre a violência, sabe…

 

Fan Site Oficial: Não, é realmente especial.

 

A.M.: …Isso, esse filme tem alguma coisa muito sutil, muito profunda, porque não é só sobre violência, é sobre violência e o oposto também, então fica um contraste grande. Mostra muito do lado humano, da arte, da beleza da cidade. E o Rio, pra mim, também tem um papel forte na minha vida, porque meus pais são de lá, minha família vem de lá; nasci em São Paulo mas passei praticamente minha infância inteira no Rio, e lembro como que era no final dos anos 70, lembro da atmosfera e da aparência da cidade. E quando assisti o filme, todas essas coisas de repente ressurgiram na minha cabeça e ficaram marcadas novamente. Então decidi escrever uma música que tivesse o filme como inspiração. Quem não o assistiu, deveria, porque é um dos melhores filmes que já foram feitos. Então, ainda estou esperando….sabe…por outra inspiração….Depende bastante do tipo de experiência que tenho. Eu não chego e simplesmente escolho um lugar e escrevo uma música. Também poderia escrever sobre a Cidade do México ou coisa assim. Mas você precisa viver algo profundo naquele lugar….Então, para Paris….talvez! Esperemos e vejamos!

 

Fan Site Oficial:  Tenho outra pergunta de um fã francês, que disse o seguinte: “Em toda e qualquer história de amor, por mais bonita que seja, com o tempo surgem arrependimentos…o Angra e a França, a França e o Andre: dessa grande história de amor, qual seria seu maior arrependimento?”

 

A.M.: Bom, meu maior arrependimento é que eu não estou lá tanto quanto gostaria! (silêncio) Mas…me lembro, na época do Angra – não era só por causa da banda, foi também pelo momento – o mercado francês estava infernalmente quente, então grandes bandas como o Megadeth ou o Angra, ou mesmo o Sepultura, todos estavam subindo como um foguete. Talvez era o mercado mais forte da Europa naquela época; estou falando de 15, 10 anos atrás…agora mudou. E estou falando isso não só com relação a mim ou ao Angra; tenho conversado com muitas pessoas  e muitas bandas que costumavam ser muito populares na França, e eles também concordam que o mercado mudou. De alguma maneira teve aquele boom (explosão)  do hard rock na França, mas, de repente,  mais da metade das revistas fecharam, programas de rádio foram cancelados, até alguns programas de televisão não mostram mais esse estilo musical…Agora, o que restam são praticamente as grandes bandas antigas, que ainda faturam alguma coisa (Iron Maiden, Deep Purple e assim por diante), mas não se ouve falar de novas bandas, nem das bandas francesas de qualidade; deveria haver algum tipo de atividade agora na França ou fora da França…acho uma pena que um mercado tão promissor não cresceu, porque você vê que em outros países, como a Alemanha, por exemplo, embora estejam superpopulados com bandas e tal, sempre conseguem ter aquele “circuito rock” bem estável; pode-se tocar em qualquer lugar do país, tem muitas casas de show especializadas…é uma tradição. Na França, não era uma tradição antigamente; começou a ser, e de repente foi pro brejo de novo. Então eu só posso esperar que volte a ser como era antes, porque era uma sensação maravilhosa. Lembro de alguma turnê do Angra que fizemos ao redor do país; tocamos em aproximadamente 50 lugares diferentes, fui a cidades que nunca imaginaria, como Montpellier, Lille, Rouen…tudo que é canto. E isso não está rolando mais. Queria que isso foi possível novamente um dia.  Digo, as pessoas merecem, os fãs merecem isso, é mais uma questão de negócios do que qualquer outra coisa, então quando as pessoas percebem: “Ah, acho que não faremos tanto dinheiro assim com isso”, elas páram de fazer a coisa…e é uma pena. Então, com a minha carreira solo espero podermos reviver isso de alguma maneira, construir algo sólido que cresça cada vez mais e, sabe, depois de um tempo, poder dizer que a França ainda é um dos maiores mercados….era muito legal na época; eu estava sempre feliz pensando “Putz, legal, vai ter turnê na França!”. Me sinto em casa. 

Fan Site Oficial: Uma pergunta sobre o Brasil: você, que mora no coração do mundo do metal, como vê esses problemas com empresários e problemas de relacionamento que acontecem com as bandas brasileiras, como o Sepultura, Angra, ou o que você viveu com o Shaman… Você se sente mais livre agora com sua própria banda?

A.M.: Coincidentemente, sempre houve problemas com empresários nas bandas brasileiras, talvez porque os empresários brasileiros não sejam tão confiáveis. O Brasil é um excelente país, lindo, temos uma ótima mentalidade, somos amigáveis e coisas assim. Mas vou ser honesto, tem uma coisa na mentalidade brasileira que é uma merda: a corrupção. Às vezes as pessoas não são tão honestas e não são diretas; fazem muitas coisas por debaixo do pano. Países como o México, o Brasil, enfim, a América Latina em geral tem um pouco essa mentalidade, o que é uma pena, eu diria uma grande vergonha. Vivi na Europa durante uns dois anos, e graças a Deus tive chance de viver junto com pessoas que eram muito diretas, principalmente os alemães; aprendi muito lá – como é possível viver uma vida sendo honesto consigo mesmo e honesto com as pessoas ao redor. E não consigo mais fingir – nesse aspecto, poderia dizer que sou mais europeu do que brasileiro, sabe, porque sempre quero fazer a coisa correta, nunca engano nem traio; seja meus colegas de banda, o empresário, ou o público. As pessoas sempre me perguntam: ‘Andre, por que você sempre se separa das bandas? Você vai embora, começa algo novo e depois cai fora’?…- Porque é a coisa mais honesta que posso fazer, já que não está mais funcionando! Digo, é o único jeito que tenho de não parar com a música, para que consiga novas idéias e renovar minha vontade de continuar fazendo o que estou fazendo. E, finalmente, sobre minha banda solo, só pra responder essa pergunta, posso dizer que achei um equilíbrio perfeito, pelo menos por enquanto – esperemos que continue assim. Somos amigos de verdade, temos um relacionamento aberto, discutimos tudo juntos, não tem nada sendo mantido escondido… E me sinto bem com isso, porque às vezes tenho que fazer o papel de empresário, já que é meu nome que está em risco, e tenho que tomar conta muito bem de tudo que é feito… às vezes isso consome mais tempo do que o normal, mas pelo menos tenho a certeza de que estou oferecendo algo no qual confio e which I can really stand for. Então nesse sentido me sinto mais livre com minha banda solo, mas por outro lado é mais trabalhoso, porque me importo mais com ela.

Fan Site Oficial: Outra pergunta de fã… O que significa Z.I.T.O.?

A.M.: Ah, não… Você deve perguntar à atual formação do Angra, se eles quiserem falar sobre isso.

Fan Site Oficial: O título não partiu de você?

A.M.: Não, não é meu, e quando deixei a banda fiz um juramento, disse: ‘Não vou falar sobre isso’, porque naquela época falamos ‘Isso é um segredo entre nós’, então ainda honro essa promessa. Se eles querem falar sobre isso, problema deles, mas eu dei minha palavra. E, sinceramente, nem é tão engraçado assim, então não se preocupe!
 
Fan Site Oficial: Durante seus shows, você sempre inclui solos de guitarra, de teclado, de bateria… por que nunca tem solo de baixo?

A.M.: Ouvi uma piada uma vez… alguns músicos me disseram que é boa, então lá vai:
Teve um naufrágio no mar, e as pessoas do navio foram pra uma ilha deserta. Ali eles encontraram um índio nativo, que sabia falar a língua deles. Mas era muito assustador, porque eles ouviam uma espécie de tambor ao longe. Então, perguntaram pro cara nativo: "Que música é essa, esses sons de tambor são assustadores!" E o cara disse: "Não, não, não, os tambores não podem parar. Nunca param." E no dia seguinte, e no outro, o som de percussão nunca parava. Eles estavam ficando loucos com isso, queriam saber de onde vinha, e o nativo sempre falando: "Não! Os tambores nunca devem parar". Aí, depois de duas semanas eles ainda estavam fazendo a mesma pergunta e o cara ainda estava respondendo a mesma coisa, e eles falaram "Mas que porra, por que você sempre diz que os tambores nunca param nem devem parar??" – "Porque se a bateria parar, vem o solo de baixo em seguida!…”

(risos)
 
Fan Site Oficial: Isso não é muito cortês com o Luís!…

A.M.: Mas você pode perguntar pra qualquer baixista, ele vai concordar! E o Luis – ele odeia solos de baixo!… Sabe, não consigo me lembrar de nenhum solo de baixo que tenha visto e que realmente prendeu minha atenção. Tá, tem aqueles músicos de jazz como o Jaco Pastorius… isso era legal, era uma coisa diferente. Mas me lembro, por exemplo, de quando o Metallica foi pro Brasil, antes do Black album, durante o show, teve um momento em que a música parou e teve o solo de baixo e foi insuportável, chatíssimo. Se o baixista, no entanto, fizer algo interessante – eu tava falando com o Luis e dissemos que talvez ele poderia fazer algo junto com a bateria. Aí poderia ser algo interessante, porque ele é um ótimo baixista. Mas isso significa construir um solo legal de verdade, não só tocar o baixo como se fosse guitarra. Baixo é baixo.

Fan Site Oficial: Mas poderia ser parte de todo um momento instrumental.

A.M.: Aí eu concordo, não teria problema nenhum com isso. Só não gosto quando é só uma demonstração arrogante de técnica. Isso vale também pra solos de guitarra, bateria e teclado, não gosto quando é só…mostrar seus exercícios musicais, entende? Tem que ser música.

Fan Site Oficial: Você planeja tocar novamente em Porto Alegre, e fazer mais shows no Brasil?

A.M.: Claro, Porto Alegre é sempre um lugar em que costumamos tocar; temos um ótimo público no Sul do Brasil, e é uma das minhas cidades brasileiras favoritas, então, sim, planejamos voltar. Provavelmente esse é um dos lugares nos quais mais tocamos com a banda Andre Matos Solo até agora.

Mais shows no Brasil, sim, desde que tenha bons lugares pra nos apresentarmos e bons promotores e pessoas confiáveis. Acabamos de fazer um show muito legal em Manaus, as pessoas lá foram ótimas, ótima produção, então fiquei contente com tudo. Agora vai ter mais shows no Sul quando eu voltar e tem vários convites pros próximos meses, espero que dê certo, contanto que possamos estabelecer um nível profissional e bons espetáculos para as pessoas, sempre estaremos tocando no Brasil, adoro viajar pelo país.

Fan Site Oficial: Como você cuida da sua voz, e como se prepara antes de algum show, para uma performance excelente?
 
A.M.: Pra ser sincero, costumava ser muito cauteloso com minha voz no início, quando ainda estava aprendendo a cantar. Claro, há alguns cuidados básicos que você nunca deve esquecer… mas tento não ficar muito preocupado com isso. Coisas como não beber gelado, por exemplo… é mais uma espécie de lenda; o que realmente importa é a sua cabeça. Se você está num estado mental bom, terá uma boa performance. E seu corpo deve estar saudável por inteiro; então, uma coisa é certa: se você não estiver descansado de maneira apropriada, não vai cantar bem. Esta é a regra número um, talvez até a única que seja realmente verdadeira. O sono é muito importante. Portanto, não culpem os vocalistas se você vir que eles são preguiçosos e dormem demais, porque eles estão cuidando de sua voz!  
 
Fan Site Oficial: Por que você não faz mais apresentações ao vivo, é porque você prefere ficar compondo num estúdio do que ficar na estrada? É uma maneira de reavivar sua inspiração?
 
A.M.: Bom, claro que quando gravo um álbum novo, tenho que ficar um tempo longe de shows; é muito difícil fazer ambas as coisas, estar na estrada e gravar ao mesmo tempo. Às vezes você tem que se dar umas "férias", umas pausas, pra que possa trabalhar em novas idéias e ter inspiração e tudo o mais, porque são tipos de trabalho muito diferentes. Às não sabemos o que preferimos; talvez a estrada seja mais divertida, mas também pode ser muito mais exaustiva, e o estúdio é uma coisa muito particular, porque ali, de alguma maneira, precisamos recriar algum tipo de atmosfera de show ao vivo. Mas, por outro lado, também é importante porque é onde você vai mostrar seu trabalho e suas idéias, e você tem que fazer isso da melhor forma que puder. Então, sim, basicamente, se ficamos um tempo longe dos shows, é porque temos trabalhado muito nas músicas novas e no próximo álbum, e….ele vai ficar pronto já já!

 
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Obrigada ao Andre pelo seu tempo e simpatia, e aos fãs pelas perguntas feitas
 
Créditos da tradução:
parte 1: BrunoLost (mas eu tomei a liberdade de revisar e modificar algumas coisas)
parte 2: eu

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

One thought on “Entrevista com Andre Matos traduzida para o português

  1. lucinha Fairy Tale says:

    Obrigada Andre por citar Porto Alegre em sua entrevista de uma forma carinhosa,tu sabes que nós Gaúchos,te amamos.Tomara que em breve tu estaras aqui de novo para mais um lindo conserto.

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