Entrevistas: Luis e Hugo Mariutti


Gostaríamos de agradecer ao Hugo e Luís Mariutti por estas entrevistas.
 

1) Como e quando surgiu o seu interesse pelo baixo?

Luís Mariutti – Do Iron Maiden, eu acho. Do começo dos discos, do “The Number Of The Beast” e do “Killers”, me lembro quando comprei meu primeiro baixo, era um baixo azul, por causa do Steve Harris. Eu tinha uns 12 ou 13 anos.

2) Quais foram suas influências além do Steve Harris?

Luís Mariutti – Geezer Butler, Lemmy, Bob Daisley, Billy Sheehan… na verdade tudo o que você ouve vira influência, sem tirar o som do cara, mas só de prestar atenção, já é uma influência.

3) Fale um pouco da sua história musical, que iniciou com o Firebox. Essa foi a primeira banda com composições suas, certo?

Luís Mariutti – Foi, de metal foi a primeira. Eu tocava blues na noite com um amigo, com 17 anos, aí eu fiz um teste para entrar no Firebox. Já era uma banda com caras experientes, com Paulão do Centúrias na batera, o Michel na guitarra, que tocou no Jaguar. Para mim foi uma puta escola, tocar com pessoas mais velhas, como o Eloy agora que toca com a gente.

4) Qual o álbum da história, ou música que você considera um marco, em se tratando de linhas de baixo?

Luís Mariutti – Cara, eu acho que a “Ace Of Spades” do Motörhead, por exemplo, é uma música bem forte. O baixo comanda o som. Eu já vi o Lemmy tocando só ele e a batera, a guitarra não entrou no show, e deu conta. É muito legal.

5) Qual linha de baixo sua você considera a melhor que já fez?

Luís Mariutti – Puta, essa é difícil… mas é legal pensar numa… é que tem umas que você gosta de tocar ao vivo… acho que a “Carry On” é a linha… vai, eu vou pelos fãs!

6) Qual a sensação de saber que seu solo para “Never Understand”, do Angra, foi incluído na lista dos 10 solos inesquecíveis, segundo a revista Cover Baixo?

Luís Mariutti – Cara, é muito legal, porque eles escolheram junto com muitos bons baixistas, é uma música legal, que eu gosto… ela surgiu de umas idéias que eu tinha, o André viajou em cima… Eu gosto muito do baixo dela.

7) Como você se sentiu sendo eleito um dos 10 melhores baixistas do mundo, segundo a revista japonesa Burn!, logo após o lançamento de “Angel’s Cry”?

Luís Mariutti – Isso! Foi no começo… na verdade foi na época do primeiro disco e teve toda uma mística por isso. Sem contar que foi bem legal estar ao lado de vários baixistas fodas.

8) Qual o equipamento que você gosta de usar?

Luís Mariutti – Meus baixos são Warwick, e amp eu já usei Ampeg, Marshall, Aguilar… que são os melhores. Uso também um pedal, chamado MXR. Não utilizo muita coisa de efeito, só distorção.

9) 9) O fato de você já tocar com o André e seu irmão há um bom tempo ajuda muito nas composições? Você tem total liberdade para expressar suas linhas?

Luís Mariutti – Liberdade total. Tem umas que eu faço na hora. Esse último disco foi assim. Foi feito tudo na hora, no estúdio. Eu cheguei e gravei.

10) O que mudou no Luís do Angra para o Luís do André Matos Solo?

Luís Mariutti – Musicalmente, a gente vai buscando tocar mais forte, mais preciso, soar junto com a banda, bem mais… quando você começa tem uma coisa de mostrar o seu trabalho, sua técnica… é normal. Mas agora não, a gente pensa mais na banda. A experiência de palco, de estúdio… isso eu acho que é o principal. Essa bagagem de experiência é o que melhor acumulamos.

11) Qual sua dica para quem quiser ser um bom baixista?

Luís Mariutti – Tocar junto com a banda, com a batera. Pensar bem na banda principalmente. É legal você saber de técnicas, gostar de solos, mas antes de tudo, é legal a banda. Valorizar o seu trabalho dentro da banda, com o grupo soando coeso, que é isso que vai fazer a diferença.

12)Para você que já tocou em vários países, qual é a galera que mais vibra em shows?

Luís Mariutti – Os Latino-americanos. Países latinos como México, Argentina, Brasil, Chile cantam mais, participam mais. Não que os outros não participem, mas aqui tem mais “pegada”.

13) Deixe um recado para a galera!

Luís Mariutti – Um abraço para todo mundo. Quero agradecer todos que acompanham nossa carreira, estamos tentando o máximo para continuar rodando pelo Brasil… Não está uma época muito fácil, já esteve melhor. Hoje em dia está muito difícil. Quero agradecer também aos produtores que estão empenhados em fazer shows de bandas brasileiras como hoje e pedir para o público apoiar não só show de banda de banda gringa, mas de banda brasileira também.

1) De onde surgiu a idéia do nome do álbum “Mentalize”?

Hugo Mariutti – A idéia veio do André e do co-produtor do disco, o Corciolli. A gente tinha uma música com esse nome, e na verdade é um nome forte…

2) Das 6 músicas disponíveis no MySpace oficial da banda, 4 são do “Mentalize”. Essas são as músicas de maior destaque do álbum para vocês?

Hugo Mariutti – Não sei se seriam as músicas mais legais ou fortes, pode ser que daqui a 2 meses a gente troque. Escolhemos as músicas com pegadas e estilos diferentes, justamente para mostrar a mistura que tem nesse CD.

3) Essa parceria de longa data com o seu irmão (Luís Mariutti) e com o André Matos ajuda na hora de compor?

Hugo Mariutti – Ajuda sim, tudo fica mais fácil. O mais importante é que fizemos uma turnê muito grande com o outro disco, “Time To Be Free” fora do Brasil. Isso foi muito bom para a banda, entrosamento… na estrada você acaba conhecendo muito mais um ao outro, e isso foi importante para este disco agora sair. As músicas são de pessoas diferentes, tem umas que são do André comigo, outras do Fábio, Luís, do Zaza, do Eloy, todo mundo, e com a turnê a banda fica mais uma unidade mesmo.

4) De onde surgiu a idéia de usar o nome “André Matos Solo”?

Hugo Mariutti – Acho que depois do André ter passado por quase todas as bandas que deram certo fora do Brasil, e depois do que aconteceu com o Shaaman, pensamos: “Mais uma banda, outro nome diferente…”. Conversamos e o André já estava a fim de fazer uma carreira solo, então achamos que essa seria a melhor opção.

5) Você acha que a música erudita, tão presente na carreira do André influenciou essa nova fase?

Hugo Mariutti – Influenciou sim, acho que tudo o que nós escutamos influencia… Somos 6 pessoas diferentes, cada um tem um gosto diferente e sua particularidade, mas sempre tem um ponto em comum que todo mundo ouve. Então a música erudita também é uma influência.

6) Como você se interessou em se tornar músico?

Hugo Mariutti – O Luís começou a tocar mais cedo, ele é mais velho do que eu, então foi minha influência. São instrumentos diferentes, mas ele sempre foi minha maior influência.

7) Quais os próximos passos para André Matos Solo?

Hugo Mariutti – Agora com o lançamento do disco para o mundo inteiro, vamos começar uma turnê aqui, pelo Brasil com alguns shows, depois Japão e Europa para complementar essa turnê.

8) O álbum “Mentalize” foi bem aceito no Japão?

Hugo Mariutti – No Japão e na Europa também. Fizemos uma turnê grande com o Edguy. Voltamos depois mais duas vezes para tocar na Finlândia, na República Tcheca, tocamos também com o Scorpions em alguns lugares, A aceitação na Europa também foi muito boa.

9) Qual foi o melhor show que vocês fizeram na Europa?

Hugo Mariutti – Um show na Eslováquia e um em Londres também. Foi muito legal! Tem muita gente que gosta de Heavy Metal, o show estava muito cheio e a galera sabia cantar as letras, foi uma surpresa!

10) Qual é a diferença que você vê entre o público brasileiro e o público estrangeiro?

Hugo Mariutti – Os estrangeiros são mais calmos. Vão aos shows, assistem… No leste europeu são pouco mais agitados…

11) Você acha que é cultural?

Hugo Mariutti – Com certeza!

12) Deixe uma mensagem para os fãs!

Hugo Mariutti – Gostaria de agradecer a todos que nos acompanham. Na verdade uma banda não sobrevive sem os fãs. Apesar do metal não estar num bom momento, no auge, mas sem os fãs, independente de estar na moda ou não, só quero agradecer a eles!

fonte: http://metalfieldradio.com/_home/_entrevistas/_luishugo/luis_hugo_mariutti.html

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

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