Andre Matos e Vandroya (AERO – Jaú/SP) (28/04/07)


 

É meus amigos, Jaú parece estar entrando de vez no circuito do Heavy Metal; há alguns anos tivemos Dr. Sin e Eterna se apresentando por essas terras.  No final do ano passado tivemos Angra, maior banda do pa�s na atualidade, e agora tivemos o mestre Andre Matos, ex-vocalista de bandas seminais do estilo, o Viper nos anos 80, o Angra na d�cada de 90 e recentemente o Shaman. Se a coisa continuar desse jeito, logo teremos o Iron Maiden lotando o jauzao, popular estádio Zezinho Magalhães. Sonhar não custa nada…

Os portões estavam previstos para abrir às 22:00h – era o que dizia um dos organizadores; o ingresso dizia que era às 23:00h. De qualquer forma, lá estávamos todos nós vestidos com nossas camisas pretas em frente ao local do evento, mesmo sem saber que hora iríamos entrar. Apesar de a noite estar fria e de já estar ficando cansado de ficar em pé naquela fila, conseguíamos nos divertir. Aliás, filas de shows de Metal, por mais cansativas que sejam sempre são divertidas. Você bate um papo esperto com seus velhos amigos, faz novos colegas e reencontra aqueles caras que não vê faz um tempão. Além disso, sempre tem um figura que te faz rir muito. Dessa vez, foi um japonês, (que esqueci de perguntar o nome) que toca baixo numa banda de Prog Metal (da qual eu também não lembro o nome, se alguém souber posta aí), que fez uma performance inacreditável imitando Silvio Santos cantando Carry On do Angra. Impagável! Lógico que isso aconteceu entre uma música e outra, que sempre era puxada por alguém e tinha continuidade com os outros. Além, é claro dos fenomenais agudos do Kung Lao que arrancava aplausos dos demais…

O fato é que como sempre, seja em Jaú, Bauru ou São Paulo, o show atrasou. Entramos no AERO mais tarde do que o previsto e ainda a banda demorou pra caramba pra começar a tocar, fazer o que? Isso infelizmente já é de praxe…

Só não dá pra entender porque, assim como aconteceu com o Angra e Os Patrões, a banda convidada não abriu o show. Alguém tem de aquecer o público, diminuiria o atraso, enquanto a equipe da banda principal dariam os últimos ajustes, a banda convidada tocava. Vai entender…

 De qualquer forma, pra lá de meia-noite, as luzes se apagam e começa a tocar nos PAs a introdução Ancient Winds do álbum Ritual do Shaman, o que dava a entender que abririam o show com Here I Am. Mas pra surpresa geral, assim que a banda de Andre Matos, que, além dele, conta com o baixista Luis Mariutti (Ex- Angra e Shaman), os guitarristas André Hernandes e Hugo Mariutti (Ex- Shaman), o tecladista Fabio Ribeiro e o batera Eloy "Menino Prodígio" Casagrande, entrou no palco, despejaram a música Wings of Reality do polêmico álbum Fireworks do Angra. Uma boa música, sem dúvida, mas tinham opções melhores para abrirem o show.

Sem pausa pra descanso emendaram a maravilhosa Distant Thunder, com o público cantando até os riffs e as melodias das guitarras. A banda carecia ainda de um pouco de entrosamento, até porque esta foi a primeira apresentação com essa formação, e também a primeira apresentação como banda solo do Andre Matos, mas compensava com vontade e animação. E sem muita conversa apresentaram uma composição inédita que deverá figurar no primeiro álbum do grupo. A música, muito boa por sinal, segue uma linha mais cadenciada e até um pouco soturna, que às vezes se tornava apoteótica ganhando peso e disparando os pedais da bateria.

Andre pára pela primeira vez para falar com o público, agradece a presença de todos, diz que naquela noite iriam apresentar músicas novas, mas que não esqueceria de sua historia. Então era hora de clássicos, tocaram a cl�ssica Angels Cry e a o eterno hino do Viper, a sempre bem vinda Living For The Night cantada a plenos pulmões pela maioria, mas que deixou muita gente boiando. Outra que fez a galera berrar foi a balada Innocence com seu belo e cativante refrão, única representante do álbum Reason.

A próxima a ser executada pela banda foi a nova composição Rio, que está disponível no site oficial do grupo já há algum tempo. Chamou a atenção o fato da maioria já estar familiarizada com a música. Na sequência, outra música do Fireworks, aquela que considero como sendo a melhor desse álbum, a balada "pra todo mundo cantar junto" Lisbon. No meio dessa música, Andre Matos fez uma pausa pra apresentar a banda, que ele considera como sendo a melhor do mundo. E realmente a banda é muito boa, músicos de primeira. Ao fim da canção, todos os músicos deixam o palco, exceto o baterista Eloy Casagrande de 16 anos. E tome solo de bateria. Ainda bem que esse valeu a pena, o moleque toca muito, o pedal duplo dele é coisa fora de série, e rolou até um sambinha pra animar a galera… Como sempre, sempre mesmo, a galera pediu Painkiller do Judas Priest. É incrível como em qualquer solo de bateria o público fica ansioso e alvoroçado para que emendem a clássica música da banda inglesa. E como sempre, mais uma vez, eles não foram atendidos. O solo foi emendado com Nothing to Say do sensacional Holy Land. Acho que a galera até esqueceu da Painkiller, já que essa é uma das melhores músicas do Angra! E ainda por cima, com o Hugo voltando ao palco trajando a camisa do nosso glorioso XV de Jaú!

Depois a banda tocou mais uma música nova e também a Crazy Me do projeto do Virgo, que deixou a galera com cara de: "o que é isso?". Na sequência, as semi-baladas Make Believe e For Tomorrow, que fizeram boa parte do público ir ao delírio e outra parte a ficar com sono, pelo grande número de músicas lentas. Vale dizer que a essa altura do campeonato, o público parecia já não estar mais tão animado, e a toda hora os músicos da banda pediam mais animação.

Todos os integrantes saem do palco novamente, dessa vez com a exceção do guitarrista Hugo Mariutti, que puxou alguns riffs clássicos do Metal, como Holy Wars… The Punishiment Due do Megadeth e Seek & Destroy do Metallica. Em seguida seu solo, e o outro guitarrista, André Hernandes, volta ao palco para solar junto com Hugo. Ambos mostram um pouco de sua técnica, para logo emendar os riffs da música Pride do Shaman, e assim retornar todos os outros membros da banda para executar essa que é uma das minhas preferidas. Vale dizer que Andre Matos foi atrás de todas as notas altíssimas, algumas ele não alcançou, mas também não fugiu de nenhuma delas.

Após essa música, a banda toda deixa o palco novamente, para depois voltar para o famigerado bis. Com a já clássica balada (mais uma!) Fairy Tale, essa sim cantada em uníssono pelos presentes. Ao fim dela, a banda deixa o palco de novo… E voltam para o grand finale com maior clássico da carreira de Andre Matos, a veloz e maravilhosa Carry On, para êxtase total e geral.

Um grande show, com um grande desempenho da banda toda. Uma qualidade de som excelente.  Andre Matos mostrou mais uma vez que é um grande frontman. O grupo mostrou empolgação mesmo tocando para um público reduzido. Os únicos deslizes ficaram por conta do set list,que poderia ser melhor explorado, pois contou com muitas baladas deixando de fora excelente canções como Here I Am, Never Understand, Turn Away, Z.I.T.O., Blind Spell e até mesmo algumas músicas do Viper, como A Cry From the Edge, At Least Chance e Soldiers of Sunrise, e também por conta do público que não compareceu em peso como era esperado e que estava meio morno. Se a coisa continuar assim acho que vai ser deveras difícil para vermos o Maiden em Jaú…

Mas a noite ainda não tinha acabado, tínhamos pela frente a banda Vandroya, escalada para fechar o evento e formada por Da�sa Munhoz no vocal, Marco Lambert e Rodolfo Pagotto nas guitarras, Giovani Perlati no baixo, Kamila Fernandez no teclado e Otávio Nu�es na bateria.

Obviamente muitos foram embora, afinal já era tarde pra caramba. Mas muitos ficaram para prestigiar, pois ainda estavam sedentos por Heavy Metal. Após alguns minutos, enquanto os roadies do Andre tiravam seus equipamentos e o pessoal do Vandroya ajeitava o deles. A banda sobe ao palco, ou quase isso, já que foram obrigados a usar apenas um pedaço dele, abrindo com a esplêndida Aces High (aposto que vocês sabem de quem é essa música).

A apresenta��o continuou com a composi��o pr�pria Within Shadows, que foi muito bem recebida pelo p�blico, que j� parecia familiarizado com a m�sica. Em seguida a grudenta Tears of Mandrake do grupo alem�o Edguy fez todos cantarem juntos com a banda. Da�sa agradece a presen�a de todos e ent�o executam com maestria Pull Me Under da banda estadunidense Dream Theater arrancando aplausos da plat�ia.

A vocalista Da�sa deixa o palco, ent�o o guitarrista Marco Lambert assume os vocais para fazer todos baterem cabe�a com a forte Sad But True do Metallica, que quase quebrou o pesco�o de muita gente.

Ent�o, a vocalista Da�sa Munhoz volta ao palco para re-assumir seu posto e anuncia que a pr�xima m�sica, ser� a �ltima daquela noite. Todos se perguntam: �como assim?� Apenas seis m�sicas seriam executadas pela banda? Na verdade, pelo que fui informado estavam previstas mais de 15 m�sicas, por�m a organiza��o do evento alegou que estavam com o tempo estourado e que s� poderiam tocar 6 mesmo. Puta sacanagem!

A banda ent�o mandou Hallowed Be Thy Name para encerrar a noite em grande estilo e permitir que todos sa�ssem de l� de alma lavada.

Vale dizer, que a banda, mais uma vez, se comportou muito bem no palco, mostrando o qu�o s�o talentosos. E dessa vez, a banda mostrou uma evolu��o inclusive em termos de presen�a de palco, com os m�sicos mais soltos e se movimentando mais. Agora � aguardar para o retorno deles a nossa cidade, no dia 25 de maio, onde tocar�o no General Bar na primeira Sexta Metal ao lado dos bauruenses da Fairy Tale, s� espero que l� eles fa�am um show completo.

Veja fotos clicando aqui: http://www.vejau.com.br/texto.asp?canal=fromheretoeternity&C%F3digo=1542

 

fonte: http://fromheretoeternity.zip.net/arch2007-04-29_2007-05-05.html

 

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

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