Andre Matos: a voz do metal nacional


Músico de raízes eruditas, Andre Matos, no que concerne a seus estudos musicais, tem sólida formação acadêmica.

Ainda na infância, aos 10 anos de idade, Andre Matos iniciou em seus estudos musicais, frequentando aulas regulares de piano clássico, e, a partir da adolescência, paralelamente, principiou-se por estudar canto lírico.

Ingressou na Faculdade de Artes Santa Marcelina (FASM), no curso superior de Música, mas, no último ano, transferiu-se para a Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM), pela qual graduou-se, como bacharel, tanto em Composição Musical quanto em Regência Orquestral; ademais, em seu currículo, ainda constam Habilitação tanto em Canto Lírico quanto em Piano Erudito.

A prática coral também fez-se chave-mestra em sua formação musical. Integrou, como coralista, o elenco de um sem-número de grupos corais profissionais, onde interpretou peças musicais do reperório erudito vocal.

Concluiu seus estudos de canto lírico junto ao professor de técnica e interpretação vocais Francisco Campos (titular da Universidade de São Paulo – USP), com quem estudou durante 6 anos consecutivos.

Malgrado a juventude no que concerne à idade cronológica, Andre Matos já soma 24 anos de carreira, a contar a partir de 8 de Abril de 1985 (data de sua primeira apresentação ao vivo), uma vez que, ainda nos longínquos anos 1980, lançou-se ao público como jovem talento, subindo aos palcos pela primeira vez em sua vida ainda pré-adolescente, aos 13 anos de idade.

Não obstante, ao longo dessas quase duas décadas e meia, solamente ou através de parcerias, já integrou ou mesmo co-fundou exatos 3 grupos musicais, além de um projeto musical paralelo; lançou mais de 20 álbuns fonográficos, afora, enquanto convidado especial, ter participado, em estúdio, da gravação de mais tantos outros álbuns de um sem-número de bandas e artistas, tanto nacionais quanto internacionais; assinou a partitura de dezenas de peças musicais tanto do repertório metálico quanto inclusive do erudito, bem como suas respectivas letras; estrelou rock e metal óperas; e se apresentou em concertos em quase não quase todos os continentes do globo (exclusive a África), inclusive tendo cantado ou tocado ao lado de musicistas do maior renome internacional. Algumas das canções de sua autoria já foram trilha sonora e tema de uma telenovela e de um filme brasileiros, e, enquanto professor de técnica e interpretação vocais, já lecionou para outro renomado cantor brasileiro.

Destarte, Andre Matos é considerado, hoje, tanto pela crítica especializada quanto pelo público, um dos maiores nomes do metal em todo o mundo, bem como sendo um dos poucos artistas brasileiros de sucesso internacional, respeitado por músicos e colegas de profissão das mais distantes regiões do globo e com legiões de fãs em praticamente todos os continentes do planeta.

Andre Matos estreou em sua carreira profissional ainda pré-adolescente, em 1984, quando somava ainda apenas 13 anos de idade, ao ingressar, como vocalista, na banda de heavy metal Viper, uma das primeiras bandas brasileiras a alcançar sucesso internacional.

O artista, que até então tomara contato com a música tão-somente através de instrumentos musicais de teclado, jamais pensara em cantar profissionalmente, menos ainda como solista; ao contrário, desde três anos antes, vinha frequentando aulas regulares de piano, a fim de tornar-se instrumentista. Não obstante, pelo voto de seus parceiros de banda, foi eleito para assumir os microfones, sob a alegação de tratar-se do "cantor menos pior dentre todos", afora pelo fato de que, segundo os mesmos, fisicamente "lembrava de leve" a imagem de Bruce Dickinson. E, destarte, com a escalação de Andre como vocalista, o elenco do Viper estava fechado, enquanto quinteto, outrossim com os irmãos Pit e Yves Passarel, respectivamente como contrabaixista e guitarrista, o também guitarrista Felipe Machado e, enfim, Cássio Audi, na bateria.

O ano seguinte, 1985, tratou-se de um divisor de águas na então nasciturna carreira profissional de Andre Matos: precisamente em 8 de abril, o artista, que à época ainda estava a 5 meses de aniversariar 14 anos de idade, pisou, pela primeira vez em sua vida, sobre um palco, quando do primeiro show de sua banda; e, ainda naquele ano, o Viper gravou sua primeira demo, "The Killera Sword", lançada sob o formato de K7 e de sorte independente.

Não tardou, e, cerca de dois anos após, em 1987, o Viper, assinando contrato com a gravadora Eldorado, estreou no mercado fonográfico, lançando seu primeiro álbum de estúdio, intitulado "Soldiers of Sunrise". Das exatas 8 canções do repertório, Andre, que então ainda engatinhava na composição musical, foi co-autor de 3, através da parceria com os outros quatro integrantes do quinteto (a saber: "Nightmares"; "The Whipper"; e "Killera – Princess Of Hell").

Dois anos depois, em 1989, o Viper grava sua segunda demo, "Viper 1989", e lança seu segundo álbum de estúdio, "Theatre of Fate", pela mesma gravadora do primeiro. No álbum fonográfico, foi publicada, como oitava e última faixa de seu repertório, a primeira canção escrita exclusivamente por Matos, a saber: "Moonlight" (da qual alguns excertos são inspirados no primeiro movimento da Sonata para Piano Opus 27 N° 2, "Sonata ao Luar" de Ludwig van Beethoven, demonstraçao patente de suas formação e influência eruditas), aliás, publicada novamente, anos mais tarde, a partir de uma revisão assinada pelo próprio autor e sob o título de "A New Moonlight", como a décima faixa de "Time to Be Free", primeiro álbum de estúdio do artista em sua carreira solo, lançado em 2007.

Com "Soldiers of Sunrise" e "Theatre of Fate", distribuídos não só no Brasil, mas outrossim em continentes como o europeu e o asiático, o Viper, gradativamente, foi tornando-se uma banda mundialmente conhecida, com sucesso em várias regiões do globo, principalmente no Japão – fato que que lhe rendeu o título de "Iron Maiden brasileiro". E a interpretação vocal de Andre Matos, dotada de técnica e expressividade somadas a um timbre e a uma tessitura de voz o mais possível singulares, contribuiram definitivamente para o sucesso do quinteto.

Não obstante, malgrado seu sucesso profissional em nível mundial, Andre Matos, a fim de aperfeiçoar-se, enquanto musicista, tanto na técnica e na interpretação vocais quanto na composição musical, ao mesmo tempo em que – conforme o próprio artista alega no DVD "Viper 20 Years-Living for the Night" – dá-se conta de que não lograria conciliar sua carreira internacional com seus estudos formais no Brasil, desliga-se definitivamente do Viper, ingressando na Faculdade de Artes Santa Marcelina, pela qual, anos mais tarde, graduaria-se, como bacharel, tanto em Composição Musical quanto em Regência Orquestral.

Neste tempo em que esteve longe dos palcos, Andre terminou seus cursos na faculdade de música, e além de tenor lírico e pianista, ainda constam em seu currículo a habilitação em Regência Orquestral e Composição Musical.

Em 1991 estava formado o Angra e já com o primeiro álbum "Angels Cry", lançado em 1993, o grupo seria idolatrado no Japão e Europa.

Andre teve inclusive seu nome sondado para ingressar no Iron Maiden no lugar de Bruce Dickinson e ficou em segundo lugar na seleção Mundial.

Ainda no Angra, lança mais dois discos gravados em estúdio, "Holy Land" e "Fireworks", um disco gravado ao vivo "Holy Live" além dos "EPs" "Freedom Call", "Evil Warning e "Lisbon"".

Em 1999, Tobias Sammet, vocalista da banda alemã Edguy, criou um projeto chamado Avantasia e Andre foi convidado para participar como um personagem, o Elfo Elderane da saga. Sua voz aparece em várias músicas dos dois discos, sendo elas: "Inside", "Sign of the Cross", "Chalice of agony", "The tower", "No return" e "The seven angels". Esse projeto deu tão certo que o disco do Avantasia tornou-se referência no estilo musical. Inclusive, Andre cantou em outras ocasiões com Tobias, como no DVD ao vivo do Shaman em São Paulo, cantando "Pride" e "Sign of the cross".

Em 2000, alegando divergências com membros da banda e problemas financeiros com o empresário e também editor da Revista Rock Brigade, Antonio Pirani, resolve sair da banda, mas não sai sozinho: Andre leva consigo Luis Mariutti e Ricardo Confessori. Os três se juntam ao guitarrista Hugo Mariutti (irmão de Luis), e formam a banda Shaman, com a qual lança no ano de 2002 o CD "Ritual". Mais tarde o nome da banda foi mudado de Shaman para Shaaman, acrescentando apenas um "a" na primeira sílaba, para evitar possíveis problemas com direitos autorais com outras marcas.

Fora dos palcos desde abril de 2006, os integrantes vem curtindo merecidas férias após seis anos de muito trabalho com longas turnês. Em paralelo seus músicos não param e aproveitam essa pausa da banda nos mais variados projetos. O mais novo deles é apresentado agora por Hugo Mariutti.

Em 2004, Sascha Paeth criou Aina, um metal ópera, que teve a participação de muitos músicos da cena heavy metal como Michael Kiske e Glenn Hughes, e claro, Andre Matos. Porém, nesse projeto, Andre teve uma participação bem menor que no outro projeto metal, o Avantasia.

Andre Matos, quanto à sua obra, é autor também de peças musicais dentro do gênero erudito, tendo assinado a partitura de peças vocais escritas para coro, não-publicadas.

Em 14 de setembro de 2006, é lançado o site oficial do músico. Em outubro sai uma nota divulgada pelo baterista Ricardo Confessori sobre o fim da formação orignal do Shaaman. Dias após, os demais músicos se pronunciam oficialmente através de uma carta aos fãs.

No entanto, foi feita uma apresentação surpresa durante o evento Live N’ Louder Rock Fest dia 14 de outubro de 2006 com os ex-integrantes do Shaaman: Andre Matos, Hugo Mariutti, Luis Mariutti e Fábio Ribeiro, além do baterista Rafael Rosa (sendo o mesmo substituído logo após por Eloy Casagrande) e do guitarrista Andre Hernandes. Dias depois, é divulgado no site oficial de Andre Matos que essa banda é, de fato, o projeto solo do músico. Posteriormente, é colocada para download no site oficial do músico a faixa "Rio", primeiro single da nova banda. O festival Live ‘N Louder é organizado por Paulo Baron, que já fora empresário do Shaaman durante os discos Ritual e RituAlive, após o sucesso rápido o mesmo foi posto de lado pela banda, quando assinaram contrato com a gravadora Universal. 22 de Agosto, Andre Matos lança seu disco Time To Be Free no japão e em dezembro no Brasil, e já alcança o segundo lugar em vendas no país.

Em setembro de 2009 sai o segundo album da carreira solo de Andre Matos, Mentalize.

Mais Informações
País: Brasil
Estilo: Heavy Metal Tradicional / Melódico
Site Oficial: www.andrematos.net

fonte: http://www.heavymetalbrasil.net/andre.htm

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

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