Curiosidades, Créditos e Origens das músicas.



· "Carry On" fala sobre a insegurança e a solidão do mundo de hoje, mas de uma maneira positiva, mostrando as coisas boas da vida e incentivando as pessoas a lutarem contra esses problemas.
· O tema de "Time" é o descobrimento da razão, com um diálogo entre uma pessoa e a sua mente interior. As conclusões dessa pessoa são resumidas no refrão e no título.
· Segundo André Matos, a música "Angels Cry" fala da realidade brasileira, de um país de terceiro mundo. "O choro dos anjos pode muito bem ser o choro de uma criança que passa fome no Brasil", afirma.
· O tema de "Evil Warning" é a idéia da mente humana como um objeto meramente observador. O título simboliza a idéia principal e a música lida com um assunto psicológico complexo.
· Quem é fanático por Gamma Ray tem um motivo a mais para ir atrás do álbum "Angels Cry": Kai Hansen é um dos convidados que tocam no solo de "Never Understand". Os outros convidados são: Dirk Schlachter (também do Gamma Ray) e Sascha Paeth (Heavens Gate – e também co-produtor do álbum, juntamente com Charlie Bauerfeind). E quem toca a bateria em "Wuthering Heights" é Thomas Nack (ex-Gamma Ray).
· A música "Wuthering Heights" é uma cover de Kate Bush. Para quem não sabe, ela conta a história de dois amantes (Heathcliff e Catarina Linton), baseada no livro de Emily Brontë. Quem fala sobre essa cover é o André: "Pessoalmente, sou muito fã da Kate Bush, tenho todos os discos. A idéia da cover foi do Luís, num ensaio. Fizemos primeiro uma versão mais pesada. Na hora de gravar, achamos que essa versão pesada não estava batendo com o clima da original. Dava pra fazer um meio termo. É uma realização gravar essa música. Não só pra expressar a minha admiração por ela. Muita gente achou que nós estávamos tentando nos exibir, que queríamos ser melhor que a Kate Bush, que eu posso cantar naquela altura, mas nada a ver. É uma homenagem".
· O trecho "Unfinished Allegro", que abre "Carry On" faz parte da "Allegro Moderat", uma das composições da "(unfinished) Symphony No. 8" de Schubert.
O trecho clássico de "Evil Warning" (entre 4’12” e 4’23”) é o final da 1a. parte ("Allegro Non Molto) de "Winter", de Antonio Vivaldi.
E em "Angels Cry" existe um trecho de "Caprice No. 24" em A menor, de Paganini, composto por Rachmaninoff, e o trecho é concluído com menções executadas no piano de "Sonata KV331" e "Alla Turca", ambas de Mozart.
· "Holy Land" foi concebido num sítio, na cidade de Tapiraí, interior de São Paulo, onde o grupo se isolou durante quatro meses para compor e arranjar as dez músicas do CD. Os ensaios foram feitos durante os intervalos de uma turnê da banda na Alemanha, em junho de 1995. As gravações e mixagens tiveram início no final de junho e foram concluídas em três meses, também na Alemanha. Kiko define "Holy Land" como um álbum conceitual, em que todas as músicas tem um elo de ligação entre si: "Nós usamos como tema a época das grandes navegações, tanto que a capa do disco é um mapa antigo, dos tempos do descobrimento. Nós falamos da mistura de raças no Brasil, colocamos elementos típicos do país nas letras. Também fazemos um paralelo entre aquela época, quando um novo mundo estava sendo desbravado, com os tempos atuais, de grandes mudanças, de aldeia global".
· "Crossing" é a única faixa do álbum "Holy Land" que não foi feita pela banda, mas sim por Piero Luigi da Palestrina (compositor italiano cujo trabalho é considerado uma evolução da música sacra ocidental). "Crossing lembra a introdução de um filme, por isso procuramos ser fiéis à versão original para transportar o ouvinte à atmosfera da época de 1400 [o ano];, afirma André.
· Segundo André, "Nothing to Say foi composta durante à primeira turnê Européia, e se eu não me engano foi em Milão. Provavelmente é a faixa mais heavy do disco. É o primeiro capítulo do livro, uma espécie de flash-back do descobrimento da América".
· "Silence and Distance" fala sobre o mar e seus mistérios.
· "Carolina IV" conta a história de um navio de mesmo nome que dá a volta ao mundo. A música acompanha a viagem do navio, e as diferentes passagens musicais narram as diferentes paisagens e lugares por onde o navio passa. "Acredito que "Carolina IV" tem uma sonoridade tipicamente étnico- brasileira, por ser uma narração baseada no speed-metal mas intercalada de momentos instrumentais e clássicos", afirma André. Nela existe uma citação da música "Bebê", de Hermeto Paschoal, que segundo a banda é o maior representante do que é a música brasileira na sua forma mais original. Ainda segundo a banda, "Carolina IV" é música que resume o álbum. Ela contém todos os elementos utilizados na composição do álbum: speed metal, passagens orquestradas, influências latinas e até mesmo batidas tipicamente brasileiras, que chegam a lembrar o "Olodum".
· "Holy Land" narra a imposição da religião dos colonizadores sobre os antigos costumes religiosos brasileiros, baseados em rituais. Ela também fala da cultura africana, que se incorporou à cultura brasileira.
· A música "The Shaman" conta a história de um pajé que tenta ressucitar um guerreiro indígena através de um ritual. Aqueles sons e falas presentes em "The Shaman" foram extraídos de um trabalho de Marcus Pereira sobre sons típicamente brasileiros. Infelizmente, ele fez um mal negócio e acabou perdendo os direitos sobre esse trabalho. A frustração foi tão grande que ele acabou se suicidando. Ele também tinha um selo, onde gravou muitos artistas regionais. Hoje ele é muito respeitado junto ao pessoal de música erudita.
· "Make Believe" fala sobre ambiguidades. É uma mistura da lembrança do passado com a expectativa do futuro.
· "Z.I.T.O." era considerada a música mais rápida do repertório do Angra (até o lançamento de "Fireworks"). Como já foi dito, eles não revelam o que significa o nome da música, "para não influenciar a opinião e a imaginação do ouvinte", mas a música fala sobre o constante aprendizado que a vida proporciona e das intenções de sempre se alcançar novos horizontes.
· No release fornecido à revista francesa "DB – Du Bruit des Bulles", algumas músicas de "Holy Land" possuem títulos diferentes:
o "Pianinho" ou "Across the Sea" foram os primeiros títulos de "Silence and Distance";
o "The Shaman" era originalmente conhecida como "Caetano";
o "Renaissance II" era o nome original de "Deep Blue", pois de acordo com a banda ela é uma continuação de "Renaissance" (Angels Cry). A banda ainda mudou o nome dela para "Sea and Sky" antes de se definir por "Deep Blue".
· E por falar em "Deep Blue", André revela que a influência básica dessa música veio de César Franck, Mahler, e Richard Strauss, por ser uma balada clássica com toques de música sacra e peso metálico orquestral. "Ela fala sobre as revelações de uma pessoa situada no topo de uma montanha ou num barco, com o oceano ao seu redor, tendo apenas o silêncio como seu companheiro. Essa situação me inspirou a chamar a música de "Renaissance", que faz alusão à esse período histórico, marcado pelas grandes descobertas".
· "Lullaby for Lucifer" é uma "canção de ninar" que retrata o duelo entre o bem e o mal.
· O título de "Queen of The Night" é uma alusão à famosa ópera de Mozart "A Flauta Mágica". O tema da música é a "Rainha da Noite", uma entidade imaginária (ou real) que aparece nos nossos sonhos ou delírios.
· O tema de "Reaching Horizons" é a desilusão e a solidão que uma pessoa sente quando alguém querido está distante.
· "Wings of Reality", faixa que abre o Fireworks;, traz uma inovação: é a 1a. vez que a banda abre um disco sem uma introdução instrumental. Quem comenta a respeito é o Kiko: "É uma faixa que o André trouxe já quase que pronta, com bastante teclados. É um speed metal não muito rápido, bem clássico e melódico. Tem um arranjo de orquestrada muito bem construído, com uma parte instrumental bem legal. Remete à algumas coisas feitas em "Holy Land".
· "Já "Petrified Eyes", "Começa com uma parte meio blues, com uma guitarrinha limpa. Depois, entra um ‘metalzão’ à la Iron Maiden", segundo Kiko.
· "Lisbon", além de ter sido escolhida como a 1a. faixa de "trabalho" do novo álbum, conta a história de uma mendiga. Quem fala sobre ela é o André: "Nós tocamos e, Lisboa na última turnê, mas ficamos pouco tempo na cidade, apenas meio dia. E a gente queria ver um pouco do lugar. Então, depois do show nós fomos dar uma volta. Como era madrugada, estava tudo meio deserto e na porta de uma catedral tinha uma mendiga, cantando uma música. O que ela cantava é o que está na letra de "Lisbon", finaliza. Rafael ainda define "Lisbon" como "uma balada pesada, com arranjos de orquestra. Meio Pink Floyd, meio Faith no More… e meio Queensryche".
· Um fato que ainda merece ser destacadado em "Fireworks" é a gravação de todos os arranjos clássicos do álbum com uma orquestra de 30 músicos. E além disso, as gravações foram feitas no Estúdio No. 2 de Abbey Road (imortalizado pelos Beatles). Quem comenta sobre o Estúdio é o André: "Dá vontade de beijar o chão do estúdio, principalmente porque o chão é o mesmo, as paredes são as mesmas. Você entra e parece que está num velho teatro de escola. É uma sala imensa e alta. E é tudo velho, tudo estragado, com as paredes meio caindo aos pedaços e o chão faltando tacos, mas os caras não deixam consertar porque aquilo é histórico. Mas com tudo isso o estúdio soa bem pra cacete, é um dos melhores para se gravar orquestra, mesmo tendo sido construído em 1930. E a atmosfera é especial. Você nem consegue pensar. Na verdade, emociona ao extremo, principalmete na hora que estava rolando a gravação.", finaliza.

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

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