Andre Matos: o melhor e o pior de sua carreira


Por Carlos Henrique da Silva | Em 23/08/11

Sempre tive muita admiração pelo ANDRE MATOS, principalmente porque na idade em que muitos jovens por aí estão começando a conhecer as bandas mais populares do som pesado, o cara já estava gravando o primeiro disco do VIPER, “Soldiers of Sunrise”, com seus 15 anos de idade. Nesse texto tento fazer um resumo daqueles que considero seus melhores trabalhos, independente das bandas pelas quais já passou, e também os seus lançamentos mais “fracos”, seguindo o mesmo critério.

GRANDES ÁLBUNS:

 

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É com Theatre of Fate (1989) que começamos isso aqui… O segundo disco do VIPER é um clássico do heavy metaltradicional do início ao fim. “At Least a Chance”, “To Live Again” e “A Cry From the Edge” poderiam facilmente fazer parte dos set lists do cantor em seus shows lado a lado com os clássicos do ANGRA. A faixa-título também merece destaque… e o clássico absoluto “Living for the Night” também faz parte desse álbum.

 

Depois de deixar o VIPER, o vocalista cursou a faculdade de música onde se formou e depois montou o ANGRA, que em 1993 lançou o debut Angels Cry, outro dos discos obrigatórios da carreira do vocalista.

 

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Contando como parceiro de muitas composições o guitarrista RAFAEL BITTENCOURT, o ANGRA, logo no seu primeiro álbum, já trouxe clássicos do heavy metal melódico: “Time”, “Angels Cry”, “Stand Away”, “Never Understand”, “Streets of Tomorrow” e “Evil Warning”, além da cover de KATE BUSH “Wuthering Heights” (show à parte a interpretação do vocalista), e o maior clássico do ANGRA: “Carry On”, presença praticamente obrigatória no set list de qualquer banda que o vocalista já tenha passado após seu lançamento.

 

Alguns anos e dois discos de estúdio depois do debut, incluindo aquele que muitos consideram o grande disco do Angra: “Holy Land”, ANDRE deixou o grupo junto com o baixista Luis Mariutti e o baterista Ricardo Confessori, e formou o SHAMAN. Com o SHAMAN lançou aquele que considero o melhor disco de toda a carreira do vocalista em qualquer banda: Ritual (2002).

 

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Ritual foi quase um soco na cara de quem esperava “mais um disco de heavy metal melódico”. Tem passagens pesadíssimas, riffs quebrados, “culpa” do novo guitarrista HUGO MARIUTTI, e uma influência maior do prog metal, além da World Music, com alguns instrumentos não comuns no heavy metal em algumas passagens.
“Here I Am” é o cartão de visitas do álbum: uma típica canção de ANDRE MATOS… abertura grandiosa, estrofe e refrão rápido, com uma passagem de piano antes do grand finale, com a diferença de que aqui não temos aquelas guitarras típicas do metal melódico, e sim o peso e a agressividade de Hugo Mariutti.

 

“Distant Thunder” e “For Tomorrow” mostram o que oSHAMAN tinha de diferente da banda antiga… “Fairy Tale” é outra típica composição do vocalista, uma balada mostrando onde sua voz é capaz de leva-lo. A faixa-título tem um toque mais prog e seu refrão é um dos pontos altos do disco, e para finalizar: “Pride” é a paulada que encerra o disco com a participação de TOBIAS SAMMET (EDGUY). Todas as outras canções que eu não citei aqui também merecem destaque. Não tem faixa “mais ou menos” nesse álbum. Um disco que fugiu a todos os padrões de quem esperava “mais um disco de metal melódico”.

Alguns anos depois aquela formação do SHAMAN se separou, e o vocalista, novamente com Luis Mariutti e agora seu irmão Hugo Mariutti, deixou a banda e se arriscou em carreira solo (sempre deixando claro que apesar de usar o nome ANDRE MATOS, aquilo se tratava de uma banda)… em 2007 lançou seu primeiro disco:

 

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Time to be Free (título sugestivo) é um grande disco que mostra a banda em grande forma e dessa vez apostando numa mescla de tudo que ANDRE MATOS já fez na carreira, inclusive voltando a ter uma banda com formação de dois guitarristas. Há canções que tem a cara do Angra como a faixa de abertura “Letting Go” e “Remember Why”, canções que poderiam fazer parte do Shaman como “Rio” ou “Time to be Free”, além de outras que, quem sabe, poderiam ser do Viper como “How Long (Unleashed Way)”. Há inclusive uma releitura de uma tema que ANDRE gravou com o VIPER no Theatre of Fate, “Moonlight”, aqui renovada como “A New Moonlight”. O grande destaque do disco para mim é “Endeavour” que tem um final grandioso, e ao vivo fica ainda melhor, proporcionando uma saída emocionante dos músicos do palco, com um de cada vez deixando seu instrumento e saindo do palco.

 

ÁLBUNS QUE FICARAM ABAIXO DA EXPECTATIVA:

Nem tudo são flores na carreira de um músico competente. E claro também que é apenas a minha opinião pessoal, para muita gente os álbuns que eu colocar aqui podem ser verdadeiros clássicos.

 

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Dois anos após o excelente Time to be Free, ANDRE lançou seu segundo disco solo, nomeado como Mentalize, o disco não apresenta nenhuma novidade com canções que parecem ser simplesmente “mais do mesmo”.

 

Os destaques positivos são as duas primeiros faixas: “Leading On” e “I Will Return”, que são boas, mas não apresentam a mesma qualidade de antes. “When the Sun Cried Out” é outra interessante também. O restante não me chamou muita atenção.

Talvez notando que era melhor dar um tempo na sua carreira solo, Andre resolveu juntar forças num “supergrupo” chamado SYMFONIA, que lançou em 2011 o álbum In Paradisum, com ex-membros doSTRATOVARIUSHELLOWEEN e SONATA ARCTICA

 

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Se tivesse sido lançado em 1995 seria um grande álbum, mas em 2011 um lançamento desses… com todos os clichês que o “power metal sinfônico” já nos ofereceu durante os últimos 15 anos, o álbum não traz nenhuma novidade. Só um comentário: o disco não é ruim. Para o estilo que se propuseram a fazer, é até muito bom… o problema é gravar um disco sem se preocupar em trazer nada de novo para um estilo que já está com fama de “batido” por natureza. ANDRE já renovou isso uma vez com o RITUAL do SHAMAN, e dessa vez com o SYMFONIA ele não conseguiu (não que tenha tentado…). Como eu disse: os fãs desse estilo gostarão, eu que não sou fã, gostei. O problema é a falta de novidades. Às vezes as canções parecem ser tiradas de um disco qualquer do Stratovarius. Porém, sempre há como tirar coisas a serem destacadas: “Come by the Hills” e a faixa-título são boas canções.

 

Os editores do Whiplash! NÃO SÃO responsáveis pelas escolhas. Os responsáveis são citados no texto.🙂

Esta é uma matéria antiga do site Whiplash! fonte: http://whiplash.net/materias/melhores/136679-andrematos.html

 

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

2 thoughts on “Andre Matos: o melhor e o pior de sua carreira

  1. Alex Miranda says:

    Já que é opinião, então, respeitem a minha.
    O “In Paradisum”, como você disse, é um obra que seria certamente sucesso em 1995. Pra mim é sucesso em 2011, e será em outro momento pois curti o álbum. É power metal puro. Sem firula, sem frescura, sem mistureba.
    O engraçado é querer que uma banda que se proponha a fazer power metal soe Power-indie-core-metal… isso é o cúmulo da idiotice.
    O que se pretendeu foi feito. Ahhh, mas eu não curto mais esse som noventista – diriam alguns. Problema de quem é afetado por novidade. Quer algo novo, ouça Restart!
    Até hoje se lotam shows de Iron Maiden pra ver os mesmos clássicos dos tempos de outrora. O mesmo da maioria das bandas. Então, se é pra ser Power Metal, o Symfonia foi clássico ao extremo.
    O problema é que se achou que os caras iriam fazer um Power-indie-trash-core-pop para satisfazer o ego de posers juvenis metidos a curtidores de metal.

    • Alex,

      Sim, claro!, aqui é espaço de opinião também, não deixa de ser🙂 Mas quero deixar bem claro que não sou autora dessa resenha, e sim o Carlos Henrique da Silva, que publicou este texto no Whiplash.net Como fã do Andre, publico aqui não apenas textos de autoria própria, mas sobretudo coisas que jornalistas especializados e outros fãs escrevem. Isso não quer dizer que eu só dê espaço para críticas positivas…*risos* Acho que todas as opiniões são válidas e têm valor, nem que este valor seja meramente documental. Claro que quando o texto/crítica é imbecil e completamente infundada, nem me dou ao trabalho de reproduzir…;)

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