Entrevista com Luís Mariutti


Um dos mais conceituados baixistas do mundo, Luís Mariutti, nos concedeu uma entrevista comentando sobre sua nova banda e diversos momentos de sua bem sucedida carreira. Leia e confia a entrevista na íntegra!

Entrevista por Liz Sabec

1- Por que você saiu do Andre Matos Solo?

LM – Queria fazer um som que fosse espontâneo e não tivesse que pensar no mercado ou em qualquer outra coisa que não fosse a musica. Fazer um som condizente com o que sou e sinto hoje. Queria estar numa banda, decidir e definir juntos o futuro, depois de tantos anos de carreira não consegui me adaptar sendo o musico de alguém. E principalmente, queria me dedicar mais ao Muay Thai, esporte que pratico há 25 anos.

2- O seu relacionamento com o Andre como está?

LM – Nos falamos pouco hoje em dia. Mas é uma pessoa que fez parte da minha carreira, passamos por duas bandas e muitas coisas juntos, são 20 anos, muitas histórias.

3- Conte-nos como foi aconteceu a reunião do Motorguts.

LM – Há alguns anos já vinha fazendo um som com o Marcelo Araujo, sem nenhuma pretensão, apenas para nos divertirmos inclusive com outros amigos, como o Roy Z. O ano passado o negócio começou a ficar sério quando vimos que tínhamos um bom material. Chamamos o Rafael que é nosso amigo de longa data e um excelente baterista para agilizar o processo. Depois disso definido, fizemos um concurso na internet para acharmos um vocalista. Para minha surpresa, recebemos o material do Fabio Colombini, que é um amigo de infância meu, freqüentávamos o mesmo clube. Nós dois nos tornamos músicos profissionais, mas não tínhamos contato há muitos anos. Ele enviou um vídeo cantando Somebody to Love do Queen e, depois de alguns testes vimos que ele era perfeito para o que queríamos realizar.

4- Como foi recomeçar com uma nova banda?

LM – Como todo começo temos que alcançar o nosso espaço, mostrar a que viemos e, no meu caso, que já estive em duas banda de grande visibilidade, tenho sempre que provar que estou melhor, “correr o risco” das comparações. Mas isso não me intimida, pois acredito no material que lançamos pelos nossos próprios esforços e, com a ajuda de grandes amigos, como o Fabio Ribeiro que é o quinto elemento do Motorguts. Estou feliz, me sinto em relação a essa banda, como me sentia nas épocas boas do Angra e Shaman.

5- O cd “Seven” saiu de forma idenpendente, além da Internet será feito a distribuição em lojas?

LM – Por enquanto está sendo vendido apenas pela internet, mas como o site é americano o valor da entrega é maior do que o próprio cd, praticamente inviável. Por este motivo, estamos em negociações para distribuir em lojas, no Brasil inteiro. Porém todas as músicas estão disponíveis no Soundcloud e Reverbnation do Motorguts.

6- Já definiram qual será a música de trabalho? Vocês pretendem lançar um vídeo clip?

LM – Hoje em dia o mercado mudou muito, não são necessárias certas convenções de antigamente. Fizemos um CD mais curto, pensando nisso. As pessoas acabam baixando duas ou três músicas para colocar em seus celulares, ipod e etc. Queríamos que todas as músicas fossem apreciadas da mesma forma. A Mercy foi à primeira música que disponibilizamos, mas isso não a definiu como música de trabalho. Quem defini isso é o público.

7- Qual a sensação de ser considerado um dos melhores baixistas do mundo?

LM – É muito gratificante, mas não me iludo com isso. Como disse antes e, até mesmo por ter alcançado esse status, preciso sempre estar provando que estou melhor, me superando. Isso abre algumas portas, mas eu sempre acreditei na força da Banda, no Metal ninguém faz sucesso sozinho.

8- Comente como você faz para conciliar a carreira de professor de Muay Thai, professor e músico?

LM – É uma correria todos os dias o dia inteiro. O bom é que tanto o baixo quanto o Muay Thai lidam com o corpo e, um auxilia o outro. Dando-me força e precisão para tocar com as minhas cordas Elixir 0,50, tirando a ansiedade para compor melhor, muitas vezes devolvendo a sanidade, rs. Mas quando eu decidi que iria dar aulas, viver isso, tive que me dedicar 100% e, neste momento tive que optar. Hoje, eu vivo do Muay Thai, junto com a minha esposa Fernanda, que é instrutora, temos um Time (Mariutti Team) com alunos graduados, futuros competidores. E é com a ajuda dela que eu conto para ter mais liberdade e lidar com todas essas esferas.

9- Como vc define Luís Mariutti?

LM – Guerreiro.

10- O que você acha da cena do metal brasileiro?

LM – As bandas continuam ai, tem muita banda boa fazendo um som legal. O que mudou foi o apoio de gravadoras e casas de shows, que hoje em dia para bandas autorais é quase nulo. Por isso muitos estão optando por fazer os revivals. Mas isso vai mudar de novo, o Metal tem muita força é questão de tempo.

11- Você e o Hugo parecem ser irmãos bem próximos, comente sobre esta sua afinidade com ele.

LM – Quando levei o Hugo para tocar comigo no shaman eu acreditava no seu potencial. Ele estudou muito, se dedicou e hoje ele é um grande músico, compositor, trilha seu próprio caminho.

12- Qual a sua agenda e projetos para 2013?

LM – Meus planos definidos são todos em relação ao Muay Thai. Temos um time coeso, filiado ao Sit Master Roney Alex, que cresce todos os dias. Tenho muito que agradecer a esse esporte que sempre esteve presente em minha vida. Com a banda temos o Cd lançado e a pretensão de fazer uma tour, mas isso depende da aceitação do público e da vontade da mídia de rolar o nosso som, pois queremos qualidade e não quantidade nos shows.

13- O que significou o Angra, Shaman e Andre Matos Solo na sua carreira?

LM – Angra e Shaman foram duas banda as quais me dediquei muito e que deram certo. Com elas consegui alcançar um nível profissional, ter visibilidade, ganhar prêmios, um disco de ouro, viajar o mundo, conhecer pessoas incríveis e ter muitas oportunidades. É essa bagagem que tento colocar nos trabalhos do Motorguts.

14- Luís, você faria uma tour de reunião do Angra?

LM – Lógico que tenho orgulho do meu trabalho realizado no Angra, mas acho que hoje em dia qualquer forma de explorar esse passado seria apenas por dinheiro. Seria legítimo com a formação clássica, mas até que ponto valeria a pena? Sou feliz com o que realizei, mas hoje penso muito mais na qualidade de vida e nos problemas que não tenho por ter me desvinculado desse passado. Acho que as pessoas estão pensando muito no que foi feito e, se esquecem de realizar coisas genuínas agora.

15- Obrigada pela entrevista e para finalizar deixe uma mensagem para as pessoas que acompanham o seu trabalho.

LM – Se vc leu essa entrevista até aqui, peço que curta a nossa página no Facebook, ouça o novo trabalho com a banda MOTORGUTS, que está disponível no Soundcloud.com/motorguts e no Reverbnation.com/motorguts. E se curtir, compartilhe com seus amigos. Abraços.

Abaixo seguem os links do Luís e do Motorguts:

https://www.facebook.com/#!/luis.mariutti

https://www.facebook.com/#!/luis.mariuttiii

https://www.facebook.com/#!/Motorguts

http://www.reverbnation.com/motorguts

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

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