Resenha – Banda Andre Matos no Via Marquês, SP


946113_565946396761195_1852238828_n

O tempo vai passando e a gente acaba perdendo o pique em muitos aspectos…estilo “been there, done that!”. Mas o show de ontem, sinceramente, foi a prova de que volta e meia dá para esquecer a idade *rs* Estou me referindo a mim mesma, é claro, pois os músicos em cima do palco jamais envelheceram. E ontem à noite eles estavam especialmente “atacados”😉 hahahhaha

foto por: Julie Godoy

foto por: Julie Godoy

Estou me adiantando…tudo bem, tudo bem, vou começar esta resenha do começo (!). Duas bandas de abertura, tudo programado para iniciar às 20h. Não rolou no horário, segundo relatos de terceiros…por isso mesmo, às 21h, já a caminho do Via Marquês (que fica na Barra Funda, ou seja, longe pra caramba da minha casa, diga-se de passagem), resolvi dar uma desviada para tratar de outros assuntos (já disse, o pique não é mais o mesmo…) e não me cansar lá. Veja bem, é ótimo papear na fila, conhecer gente nova, e depois ainda por cima conhecer bandas novatas, só que…ai. Quando o show da banda que você foi prestigiar de fato começa, seus pés já estão massacrados, as costas acabadas, os ouvidos zunindo, o sono batendo…em suma, coisas da idade *rs* Por isso, acabei chegando na casa em torno das 22:15, tempo suficiente para entrar tranquila, sem enfrentar fila, e de quebra ainda encontrar algumas amigas e fofocar um pouquinho antes do início do show, beleza! O local estava cheio, porém não lotadaço como no do Viper, em julho do ano passado (o que foi um alívio, porque naquele show não dava para ver nada – sorte que vai sair o DVD😛 -, e quase não dava para se locomover!).

Na plateia, integrantes do Viper, Corciolli e fãs das antigas se misturavam à geração mais novinha e a parentes dos integrantes da banda, foi bem legal ver carinhas conhecidas por ali🙂 Tinha até uma russa (a Irina Ivanova, que trabalha com o Almah) acompanhando o show!

O show teve início com a excelente Liberty, do CD mais recente da banda (The Turn of the Lights), e seguiu com I will return, Course of life, Rio, a faixa-título, Fairy Tale, Stop!Lisbon, On your own e Living for the night – nesta ordem. Uma coisa que me incomodou nessa primeira parte do espetáculo foi o público meio morno…não sei se é essa mania de ficar filmando e tirando foto o tempo todo ao invés de curtir o show (entendo quem é da imprensa especializada, mas os fãs também ficam nessa?? Pô!), ou se simplesmente o pessoal não ouviu o álbum o suficiente, o fato é que vi pouca gente cantando junto as músicas novas, e só o povão bem lá da frente estava agitando de fato (óbvio que quando as clássicas Fairy Tale, Lisbon e Living for the Night foram executadas, a coisa mudou de figura ;)). Adorei essa primeira parte do show, acho que deveriam ter tocado o disco todo e dispensado essas três, ou então deveriam ter tocado algo do Reason, álbum que infelizmente não foi contemplado. Mimimi de minha parte, bem sei! Não dá para agradar a todos, e sempre vamos achar isso ou aquilo porque tocaram a música X ou por terem deixado de tocar a música Y😛

foto: Julie Godoy

foto: Julie Godoy

Ah, em algum momento entre essas músicas, houve os tradicionais solos de bateria e guitarra, muito bons!!! Na apresentação dos membros da banda, um semi-solinho de baixo do Ladislau também🙂 Discursos bem-humorados do Andre (apologia ao Corinthians com direito à bandeirinha do Gus, a história do “Demasiban”, e ele perguntando quem ali era inimigo deles, que iriam dar porrada se fosse o caso, coisa fácil de se dizer quando se está em cima do palco cercado de seguranças kkkkk Achei engraçado ele, que mora na Suécia (!), comentando do Zaza, que se mudou para Curitiba) e intervalo.

foto: Julie Godoy

foto: Julie Godoy

Aí foi aquele estouro. Na Unfinished Allegro aquela agitação pré Carry On…todos se matando durante a música, típico🙂 Depois começou uma viagem nostálgica no túnel do tempo, todos cantando Time, Angels Cry, Stand Away, Never Understand…todas as músicas tocadas na mesma sequência do álbum, e à perfeição. Nossa, foi um absurdo, no melhor sentido da palavra!!! Os músicos todos detonando, o Andre botando pra fuder (ops!) como se o tempo não tivesse passado, e a gente se esguelando de cantar. Teve até dancinha e coreografia brega no meio da pista😉 kkkkkk Alguns passaram incólumes a certas músicas, mas não a outras…vi rostos emocionados, outros “viajando”…parecia que tínhamos remoçado décadas ahahahahaha

de volta aos anos 90...

de volta aos anos 90…

Rejuvenescimento express, cortesia da banda Andre Matos

Saí de lá revigorada, nada cansada. Engraçado que quando conheci o trabalho do Andre (em 1994, na 89 FM, e depois assistindo o Monsters of Rock na MTV), eles tinham lançado o Angels Cry no ano anterior, e eu mal tinha idade para ir a shows, então não acompanhei o Angra nessa turnê…fiquei triste de não poder ver in loco as músicas do álbum que ouvia diariamente (foi meu primeiro CD *rs* Até então, aqui em casa só tinha vinil e fita cassete) – frustração que seria remediada em julho de 1996 no Palace, e agora de novo!!!! Aliás, ontem concluí que tive o privilégio de ver ao vivo toda a carreira “matosiana”, inclusive o que havia perdido: a fase do Viper, que vivi tardiamente (fui ouvir o Theatre of Fate na mesma época do Angels Cry), foi realizada no ano passado quando tocaram os dois discos inteiros, e agora o Angels. O restante acompanhei ao longo dos anos (o único show que me lembro de não ter gostado foi o da turnê Fireworks).

foto: Julie Godoy

foto: Julie Godoy

Não sei quanto aos outros, mas na minha cabeça só havia uma pergunta ao final da noite: será que vai ter comemoração dos 20 anos de Holy Land???😉

Vejam também vídeos do show de Porto Alegre:

Mais fotos do show no Facebook da Julie Godoy

Caso você queira indicar alguma resenha ou fotos do show, escreva aí embaixo nos comentários, ou envie um email para andre-coelho-matos@hotmail.com

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

14 thoughts on “Resenha – Banda Andre Matos no Via Marquês, SP

  1. Meu Bandeirão fez sucesso HAHAHAHAH

  2. Marcia Regina Lima says:

    Que venham 20 do Holy, do Fireworks, do Ritual, etc etc etc!!!!! Shows com André são imperdíveis, vi vários, desde o finado Aeroanta, e quero ir a muitos mais! Impressionante é como ele mantem a voz ao longo dos shows e dos anos… sem palavras…

    • Janus says:

      Exatamente!!!😀 Nossa, você foi ao Aeroanta?? Que bacana…aliás, preciso passar uma fita cassete que tenho, em que durante uma entrevista à 89 eles convidam a galera para esse show🙂

      • Marcia Regina Lima says:

        Sim, vi dois shows do Angels Cry no Aeroanta, um eu comprei e outro ganhei na então maravilhosa 97!!! Lembro deles passando com os instrumentos nas costas, ao lado da fila… nossa, faz tempo rs….. Essa sua fita deve ser uma raridade hein!!! Abraços

      • Janus says:

        Que barato!!!!😀

        Deve ser, porque nunca vi ninguém postando esse material…tenho medo pq. a fita é antiga e frágil, preciso levar para alguém que saiba digitalizar isso sem danificar.

  3. Ramiro says:

    Também adorei o show. Seja pela oportunidade de ver o Andre, um cara que admiro muito, seja pela criatividade na hora de compor, seja pelo carisma, serenidade e conteúdo que costuma revelar.

    Quanto à parte “morna”, porém, acho que as músicas foram mal escolhidas. O novo disco é morno, de modo geral, e o anterior, que é muito mais empolgante, é ignorado, sobrando apenas “I Will Return”. Ignorar o magistral “Reason”, e trazer só uma balada do “Ritual” tb ajuda a “arrastar” (já tem “Living For The Night, por ex). Mas nada que comprometa, pois ele sabia que a 2ª metade seria empolgante de qq forma. Espero sinceramente que “Holy Land” ganhe esse (ou maior) destaque!

    Agora, uma crítica. O Andre está incorporando demais esse papinho de “metal nacional”, “a casa tá cheia”, etc. E fazer guerrinha com sertanejo? Achei umas pronunciações descontraídas, ok… mas meio infantis, e sempre espero algo maior dele.

    Mas show antológico. Fico ressentido que, em outros tempos, era show pra casa grande, 3000 pessoas, sei lá… mas o clima de reunir só a nata dos fãs num lugar menor tb é muito boa e intensa.

    • Janus says:

      Concordo plenamente com seu primeiro parágrafo🙂

      Quando ao Turn of the lights, não achei morno, acho só que passou muito tempo desde o lançamento até agora…a galerinha fica mais empolgada assim que o disco é lançado, isso é fato, não pode demorar tanto tempo assim para sair em turnê. Sei lá, dentre os álbuns da carreira solo, achei esse o melhor. O primeiro é meio clichê (no bom sentido, claro!), e o Mentalize tem que ter ouvido bastante antes de começar a gostar, não é tão imediato quanto o Turn of the lights. Não acho que as músicas tenham sido mal escolhidas, afinal, esta é a turnê do álbum. Como escrevi na resenha, só achei aquelas 3 desnecessárias, poderiam sim ter sido substituídas por músicas do Reason, do Mentalize e do Time to be Free. A “Living for the night” acabou de ser executada durante a turnê com o Viper, não precisava (apesar de ser linda :D).

      *rs* concordo a respeito da infantilidade *rs* Mas é bom sim ele incentivar essa coisa de casa cheia, porque nos últimos tempos o público de metal não anda comparecendo….vão nos shows dos gringos, e não prestigia as bandas nacionais – como você mesmo disse, em outros tempos o número de pessoas seria muito maior, e o show aconteceria no Via Funchal, não no Via Marquês…

      • Ramiro says:

        rs é que é uma coisa subjetiva mesmo… mas acho o “Mentalize” muito mais sofisticado e, ainda por cima, empolgante. Falavam o mesmo do “Reason”, disco que em tese exigiria mais audições, mas a mim agradou de cara. O TOTL não me parece funcionar tanto ao vivo, mas posso mudar de opinião, rs

        concordo tb que o TTBF é “clichê”, embora nem tanto. Mas canções como “How Long”, por ex, funcionam melhor ao vivo que a própria “Rio” (embora, em estúdio, seja a mais vigorosa e diferente)…

        tenho um blog em que escrevi minhas opiniões sobre a carreira do Andre, se puder divulgar, abço!

        http://thedaringartof.blogspot.com.br/2013/04/andre-matos-parte-i.html

  4. Se o Funchal não tivesse sido fechado e vendido por 100 milhões de reais….. rs

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s