The turn of the lights – resenhas


Sou um grande fã do Andre Matos,e os albuns que ele lançou com junto com o Viper,Angra e o Shaman estão entre os meus favoritos do genero Power Metal até hoje!
No entanto os dois albuns de sua carreira solo,o “Time to Be Free” e o “Mentalize”,apesar de na minha opinião serem ótimos albuns não me agradaram em cheio,pra mim faltou “algo” que tinha no Ritual ou no Theatre of Fate por exemplo que não tinha nesses dois albuns…
Eis que chega agora o The Turn of the Lights e posso dizer sem medo nenhum que na minha opinião esse é “o” album que eu esperava desde que o Andre Matos saiu em sua carreira solo.
The Turn of the Lights é um album moderno e ousado mas ao mesmo tempo muito nostalgico,que traz lembranças dos tempos do Andre no Viper ou Angra como na faixa “Course of Life”. já “Stop!” poderia estar facilmente no Ritual com seu refrão grudento e pra cima.”Gaza” emociona pela bela melodia no piano.A “faixa-titulo” traz uma sonoridade de dificil assimilação nas primeiras audições mas esconde ótimas melodias e grandes riffs e solos de guitarra.Destaco tambem a pesada “Oversoul” e “Light-Years” que tem muito do Angra nos seus riffs e melodias.
Pra mim até agora o melhor album de Power Metal do ano e o melhor da carreira solo do Andre Matos!
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O cantor, maestro, pianista e compositor Andre Matos é, provavelmente, o nome mais conhecido do heavy metal brasileiro. Muito do sucesso do estilo fora do nosso país se deve ao vocalista, que gravou o seu primeiro disco em 1987, com o Viper, com apenas 15 anos. Matos conheceu o mundo com o Angra na década de 90, se separou da banda e formou o Shaman com os ex-companheiros Luís Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria). Fez ainda mais fama e partiu para a carreira solo em 2006, sempre gravando com outros músicos em projetos paralelos como Virgo, Avantasia e Symfonia.

Curiosamente, apenas o guitarrista Hugo Mariutti, que fez parte do Shaman, continuou trabalhando com Matos. A importância da parceria fica evidente em The Turn of the Lights, terceiro e melhor disco solo do vocalista, lançado pela gravadora Azul Music. Das 11 canções do álbum, Mariutti dividiu a composição com o “chefe” em cinco delas. Ouvindo esse trabalho, o sentimento que temos é que agora Matos está numa banda de verdade, já que escreveu apenas duas músicas sozinho.

Gravado no Norcal Studios, em São Paulo, com produção do norte-americano Brendan Duffey, The Turn of the Lights tem um som moderno e cristalino. Músicas como “Course of Life” têm aquela pegada do Angra, com peso e velocidade na medida certa, e mostram como a cozinha formada por Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria) é poderosa. André Hernandes arrebenta nas seis cordas com Mariutti, sem falar nos vocais magistrais de Matos, um dos melhores do estilo. O céu é apenas o limite para o dono da voz do metal brasileiro.

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The Turn of the Lights é o terceiro álbum solo de Andre Matos, um dos músicos mais conhecidos e respeitados da cena heavy metal brasileira. Ele sucede Time to Be Free (2007) e Mentalize (2009), isso sem falar dos vários trabalhos gravados por Andre ao lado do Viper, Angra, Shaman, Virgo e Symfonia. Ao lado de Andre – que também toca teclado – estão Hugo Mariutti (guitarra), Andre Hernandes (guitarra), Bruno Landislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria).

O que chama a atenção em Turn of the Lights é a variedade de temas explorados pela banda. Andre não se prende ao seu universo sonoro e vai ao encontro de novos caminhos sem medo. A excelente qualidade da banda que o acompanha, onde o principal destaque é Hugo Mariutti, ajuda a tornar essa jornada, na maioria das vezes agradável. Há flertes com o rock alternativo (na boa abertura com “Liberty” e na faixa-título), hard rock com pitadas de AOR (“Stop!”), metal com pitadas brasileiras (“On Your Own” poderia estar em Holy Land, lançado pelo Angra em 1996), prog (“Unreplaceable”) e o metal melódico velho companheiro de guerra (nas muito boas “Course of Life” e “Oversoul”, essa última uma das melhores músicas gravadas por Andre nos últimos anos).

O vocalista está cantando de forma um pouco mais contida, sabendo dosar os tons mais altos de sua voz, o que torna a audição mais agradável e evite desnecessários trechos maçantes e exagerados. Como já dito, a guitarra de Hugo Mariutti é o outro grande destaque de Turn of the Lights, dividindo os holofotes de igual para igual com Andre. E essa divisão é mais do que justa, já que Hugo é o atual braço direito de Matos – não por acaso esteve ao seu lado na recente turnê do Viper – e um músico excelente, com grande senso de melodia e criatividade inequívoca, encontrando soluções inteligentes, inesperadas e extremamente atuais para as composições, o que faz com que nada soe datado, muito pelo contrário: o que temos aqui é um disco pra lá de contemporâneo, que fala a língua atual dos estilos que aborda.

Quando se fala de um músico com a história de Andre Matos, quando se ouve um novo trabalho de um cara com a trajetória que Andre possui, se espera sempre algo diferenciado, à frente dos demais e que aponte caminhos. Andre Matos já apontou, pavimentou e ensinou como se faz em diversas passagens de sua carreira, e em Turn of the Lights usa toda essa experiência para gravar um disco de heavy metal que flerta sem medo com diversas sonoridades, alcançando, na grande maioria das vezes, resultados muito interessantes.

Ouça com atenção, pois vale a pena!

 http://rateyourmusic.com/~cadao
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Mais uma vez o nosso querido ‘metalstar’ André Matos lança um disco sem a menor pompa e circunstância. Infelizmente, a música dele vem seguindo o mesmo padrão do lançamento de seus últimos CDs: não causa nenhuma grande emoção no ouvinte, a não ser uma ponta de frustração. Beleza, a essa altura do campeonato eu não tô esperando a mais recente obra-prima do metal ao ouvir um novo disco do sujeito. Mesmo assim, é inevitável a decepção ao ouvir esse The turn of the lights. É fato que, acompanhado de novos músicos, o agudinho mais famoso do Brasil está claramente tentando encontrar novos caminhos pra explorar dentro do metal – prova disso é que ele nem está mais usando tantos agudinhos assim! Apesar da atitude louvável, falta inspiração no material e nada do que ele tenta funciona plenamente: os momentos mais fiéis ao passado de power/melódico não são tão contagiantes; as faixas mais ‘modernas’ acabam não apresentando nenhuma grande novidade; e as baladinhas têm uma propensão à pentelhice generalizada. Ainda há algum suspiro de interesse aqui e ali, mas, no geral, é irônico notar que, ao tentar repensar sua direção musical, o cara só tenha conseguido soar mais cansado do que antes.

About Janus

Janus Aureus is my recently-inaugurated personal blog (written in portuguese, but with some texts in english as well). Fiore Rouge is my old (but still very active - in fact, more than Janus :P) blog (I started it back in 2005). Mentalize is a fan-made website (since 2005). if you wish to contact me for any reason, visit my blog and leave a comment OR see email above (top left) - no, my name's not Andre - actually, I'm not even a guy! LOL Long story... O Janus Aureus é meu blog pessoal - escrito em português - ainda sem muito conteúdo, pois foi começado no final de dezembro de 2011. Já o Mentalize foi aberto em 2005 e está escrito em várias línguas *rs* Privilegio o uso do inglês ali porque o pessoal estrangeiro não tem muitas informações sobre o AM. Quem quiser entrar em contato comigo por qualquer motivo, deixe um comentário nos meus blogs ou use o email que está aí em cima à esquerda (e não, eu não sou o Andre - aliás, sou mulher!).

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