Viper

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Viper é uma banda brasileira de heavy metal, liderada pelo baixista Pit Passarell. Foi o primeiro grupo onde Andre Matos atuou como cantor.

História

O Viper começou em 1985, com a demo The Killera Sword, formado por André Matos (Vocais), Pit Passarell (Baixo), Yves Passarel (Guitarra), Felipe Machado (Guitarra) e Cássio Audi (Bateria). Logo veio um dos melhores álbuns de heavy metal o Soldiers of Sunrise, dando ao grupo o título de o Iron Maiden brasileiro. Também lançaram o Theatre of Fate, onde houve uma mudança no som da banda, com a entrada do tecladista Junior Andrade em 1987, que antes era um heavy tradicional ficou mais melodico e André Matos mostra que, sem duvida, é um dos melhores vocalistas do Brasil. Nesse período o baterista era o musico Cássio Audi.Mas por divergências musicais com o resto da banda (que queria retornar ao heavy metal tradicional) e muito ocupado com a sua faculdade de música André Matos sai do Viper e Pit Passarel assume o vocal. O grupo lança outro álbum, que buscaria um metal mais pesado, o Evolution gravado pelo novo baterista Renato Graccia que já havia escursionado pela tour Theatre of Fate, mostrou um Viper heavy/thrash, mas maduro e é considerado um dos melhores álbuns da banda, que nessa época chega ao seu auge. Veio a bem-sucedida turnê no Japão, um álbum ao vivo o Maniacs in Japan uma gravação bem aplicada para um álbum de metal ao vivo. A viagem ao Japão aparentemente refletiu muito no próximo álbum Coma Rage, onde novamente a banda muda o som e assumi um heavy metal com algumas influências no hardcore, porém muito do Evolution ainda se vê no álbum, o álbum é bem produzido e bem recebido pelos fãs. Mais um álbum é lançado, Tem Pra Todo Mundo, a banda tenta se aproximar do público brasileiro fazendo um álbum com letras em português e com influências do pop, mas o álbum mal chega às lojas devido a falência da nova gravadora (Castle) da banda na época, com esse imprevisto a banda parou, retornando anos depois.

Em 2005, a banda regressou com Ricardo Bocci nos vocais, Val Santos na guitarra e Guilherme Martin (que ja chegou a tocar na banda anteriormente) na bateria. A banda lançou em agosto de 2005 o DVD “Living For The Night – 20 Years of VIPER”, contendo imagens e vídeos de toda a carreira da banda.

Também em 2005 a banda lançou uma demo com novas músicas e a banda voltou com o estilo pesado que tinham em meados dos anos 80. Guilherme Martin deixou o grupo ainda em 2005 e passou a integrar a banda Luxúria. Renato Graccia (que também ja tocou na banda) retornou ao Viper em seu lugar.Hoje Yves Passarel toca no Capital Inicial e André Matos ex-Angra e ex-Shaaman, atualmente está em carreira solo e também na banda Symfonia.

Em 2007, a banda lançou o disco “All My Life” com um lado mais puxado para o metal melódico. Iniciaram a turnê no mesmo ano, e devido a “projetos pessoais”… em 2009 declararam uma pausa na banda. Felipe Machado está se dedicando em sua profissão como jornalista, Pit Passarell esta com uma banda solo, Renato Graccia com uma banda mescla de Blues e Rock, Marcelo Mello está dando aulas de guitarra (Felipe ja se refere em seu blog que o Marcelo é um ex integrante)e Ricardo Bocci iniciou sua turnê de divulgação do single “My Way” dando um show no dia 24/07 no CCSP e nos dias 10 (junto com Rafael Bittencourt) e 11 de setembro junto com a Sphaera Rock Orchestra também no CCSP.

To Live Again Tour e retorno de André Matos

Em 2012 a banda anuncia a turnê To Live Again Tour para comemorar os 25 anos do álbum Soldiers of Sunrise, onde tocarão pela primeira vez na íntegra os álbuns Soldiers of Sunrise e Theatre of Fate. O primeiro show está para acontecer no dia 1º de julho na cidade de São Paulo, com o retorno do vocalista André Matos após 22 anos desde sua saída para a banda Angra e a formação clássica de Pit Passarell, Felipe Machado e Guilherme Martin. O guitarrista Hugo Mariutti tocará no lugar de Yves Passarell, que eventualmente fará participações durante a turnê.[1]

Membros Atuais

Andre Matos – vocal, teclado (1985-1990, 2012-presente)
Pit Passarell – baixo (1985-presente) (baixo e vocal) (1990-2004)
Felipe Machado – guitarra (1985-presente)
Hugo Mariutti – guitarra (2012-presente)
Guilherme Martin – bateria (1989-1991, 2005-presente)

Membros Antigos

Cassio Audi – bateria (1985-1989)
Valdério Santos – bateria (1989)
Renato Graccia – bateria (1991-2001, 2005-presente)
Yves Passarel – guitarra (1985-2001)
Ricardo Bocci – vocal (2004-2010)

Discografia

Álbuns de estúdio
Soldiers of Sunrise (1987)
Theatre of Fate (1989)
Evolution (1992)
Coma Rage (1994)
Tem Pra Todo Mundo (1996)
All My Life (2007)
Álbuns ao vivo

Maniacs in Japan (1993)
Coletânea Everybody Everybody – The Best of VIPER (1999)

EPs

Vipera Sapiens (1993)

Demos

The Killera Sword (1985)
Viper 1989 (1989)
Demo 2005 (2005)

Videografia
Living for the Night – 20 Years of VIPER (2005)

Myspace: www.myspace.com/viperbrazil

Álbuns oficiais com Andre /Official Albums with Andre (click on the titles to listen)

Videoclips (with Andre)

  • A Cry from the Edge 
  • Living for the Night 

DVDs

  • 20 Years Living for the Night (2005) 

Escute o bootleg Living for the Night – Viper ao vivo em Recife em 1989: Listen to this bootleg here – Living for the Night – Viper Live in Recife (Brazil, 1989)

E clique aqui para o bootleg Viper no Lira Paulistana/And click her for Viper’s bootleg live @ Lira Paulistana

Cover da Breaking the Law do Judas Priest, do bootleg do primeiro show do Viper – Lira Paulistana 1985/FromViper’s very first concert in São Paulo

VIPER is one of the pioneers of heavy metal bands in Brazil. Its history starts in 1985 with the brothers Pit and Yves Passarell, bass and guitar players respectively. Still teenagers, they join with the guitar player Felipe Machado, and the drum player Cassio Audi, and also Andre Matos and they record their first demo, “The Killera Sword”.
2 years later, “Soldiers of Sunrise” was released, one of the most worshiped Brazilian heavy metal albums. With clear influences of Iron Maiden and other bands, the band already showed great competence and talent in it’s songs getting great repercussion internationally.

“Theatre of Fate” the second album, had Guilherme Martin as drum player and hit the stores in 1989. This album got famous by the mixture of classic and heavy metal songs. A very good example is “Moonlight”, a heavy version of the famous “Moonlight sonata”, from Beethoven. A very known track is the ballad “Living for the Night”, which reached the top in radio stations. Their songs pleased people right from the start and it was released in Europe, USA and 11 countries in the Eastern Countries, including Japan. In the land of the rising sun, VIPER has reached the top of the parade and beated successful bands like Van Halen and Nirvana.

A while later, drummer Renato Graccia took over the drum-sticks and vocal Andre Matos decides to leave VIPER. Later on he followed the same music style with 2 other bands, which became worldly known. Angra and Shaman.
Therefore, Pit Passarell assumes also the vocals and the band, now with 4 members, releases, in 1992, “Evolution”. The album is heavier, rawer and simpler than the others and its music reaches a public that wasn’t to close to the heavy metal style. The title song and “Rebel Maniac” were played incessantly at that time.
In the next year, “Maniacs in Japan was released, which made history and was recorded live in Japan. This album is maybe one of the best Brazilian band stage record, due to the band’s performance. Pointing out the cover songs of Ramone’s “I wanna be sedated” and Tim Maia’s “Não quero $”.

In 1994, the band is invited to open the Metallica Brazilian tour, with 2 historical concerts in Parque Antartica stadium for 20 thousand people each. The greatest Viper show, however, would take place in the following year: The Monsters of Rock festival, with bands like Kiss and Black Sabbath as main attractions, which gathered a crowd of 40 thousand people at the Pacaembu Stadium.

Roadrunner Records released their next album, “Coma Rage”, in 1995. Based in punk rock, the album was recorded in LA and produced by Bill Metoyer (Slayer, Testament).

For the first time, the band reached first place on radio and MTV charts with the video clip “Coma Rage”. The second video “ I Fought the Law”, a Clash cover, had the same acceptance.

A year later, the revolution: Castle Brazil released their album called: “ Tem pra Todo Mundo”, an album in Portuguese and not as heavy as the other albums. Despite the success of the first singer “8 de abril”, the recording company declares bankruptcy, and the album wasn’t released domestically.

A while later, guitar player Yves Passarell leaves the band and joins Capital Inicial, a band to which Pit Passarell composes songs until today. Hits like “O Mundo” belongs to him, which was Capital Inicial’s first single since they have become successful again.

The band, now with Val Santos on the guitar, Renato Graccia on drums and Ricardo Bocci on vocals and also Felipe Machado on the guitar and Pit Passarell on bass. In 2004, Viper is invited to play on the “Rock the Planet” Concert in SP, playing alongside bands like Shaman, Kotipelto and Edguy. From them on, the band starts making concerts again. In April 9th, 2005, it’s VIPER’s 20th anniversary in Manifesto, SP.

In 2007, after 11 years without any new album released, VIPER releases the album “All My Life”. The energetic metal, which has acclaimed the band, returns with 12 songs in English and it is one of the best albums in the band’s career.

2 months after the release of “All My Life”, Val Santos left the band due his wish to be a music producer. After that, Marcelo Mello, a virtuose professional guitar player, joined the band to replace Val.

Viper é uma banda brasileira de heavy metal, liderado pelo baixista Pit Passarell. Foi o primeiro grupo onde André Matos atuou como cantor.

Viper começou em 1985, com a demo The Killera Sword, formado por André Matos (Vocais), Pit Passarell (Baixo), Yves Passarel(Guitarra), Felipe Machado (Guitarra) e Cássio Audi (Bateria). Logo veio um dos melhores álbuns de heavy metal tupiniquim o Soldiers of Sunrise, dando ao grupo o título de o Iron Maiden brasileiro. Também lançaram o Theatre of Fate, onde houve uma mudança no som da banda, com a entrada do tecladista Junior Andrade em 1987, que antes era um heavy tradicional ficou mais melodico e André Matos mostra que, sem duvida, é um dos melhores vocalistas do Brasil. Nesse período houve vários bateristas, antes de Cássio Audi o posto era ocupado por Anderson Ribeiro, o que é normal. Mas por divergências musicais com o resto da banda (que queria retornar ao heavy metal tradicional) e muito ocupado com a sua faculdade de música André Matos sai do Viper e Pit Passarel assume o vocal. O grupo lança outro álbum, que buscaria um metal mais pesado, o Evolution gravado pelo novo baterista Renato Graccia que já havia escursionado pela tour Theatre of Fate, mostrou um Viper heavy/thrash, mas maduro e é considerado um dos melhores álbuns da banda, que nessa época chega ao seu auge. Veio a bem-sucedida turnê no Japão, um álbum ao vivo o Maniacs in Japan uma gravação bem aplicada para um álbum de metal ao vivo. A viagem ao Japão aparentemente refletiu muito no próximo álbum Coma Rage, onde novamente a banda muda o som e assumi um heavy metal com algumas influências no hardcore, porém muito do Evolution ainda se vê no álbum, o álbum é bem produzido e bem recebido pelos fãs. Mais um álbum é lançado, Tem Pra Todo Mundo, a banda tenta se aproximar do público brasileiro fazendo um álbum com letras em português e com influências do pop, mas o álbum mal chega às lojas devido a falência da nova gravadora (Castle) da banda na época, com esse imprevisto a banda parou, retornando anos depois.

Em 2005, a banda regressou com Ricardo Bocci nos vocais, Val Santos na guitarra e Guilherme Martin (que ja chegou a tocar na banda anteriormente) na bateria. A banda lançou em agosto de 2005 o DVD “Living For The Night – 20 Years of VIPER”, contendo imagens e vídeos de toda a carreira da banda.

Também em 2005 a banda lançou uma demo com novas músicas e a banda voltou com o estilo pesado que tinham em meados dos anos 80. Guilherme Martin deixou o grupo ainda em 2005 e passou a integrar a banda Luxúria. Renato Graccia (que também ja tocou na banda) retornou ao Viper em seu lugar.Hoje Yves Passarel toca no Capital Inicial e André Matosex-Angra e ex-Shaaman, atualmente está em carreira solo e também na banda Symfonia.

Em 2007, a banda lançou o disco “All My Life” com um lado mais puxado para o metal melódico. Iniciaram a turnê no mesmo ano, e devido a “projetos pessoais”… em 2009 declararam uma pausa na banda. Felipe Machado está se dedicando em sua profissão como jornalista, Pit Passarell está com uma banda solo, Renato Graccia com uma banda mescla de Blues e Rock, Marcelo Mello está dando aulas de guitarra (Felipe ja se refere em seu blog que o Marcelo é um ex integrante) e Ricardo Bocci iniciou sua turnê de divulgação do single “My Way” dando um show no dia 24/07 no CCSP e nos dias 10 (junto com Rafael Bittencourt) e 11 de setembro junto com a Sphaera Rock Orchestra também no CCSP.

Viper is a Brazilian heavy metal band formed in 1985 initially highly influenced by Iron Maiden and the New Wave of British Heavy Metal, later developing a very particular sound.

Viper recorded their first demo tape in 1985, The Killera Sword, and in 1987 they released their first album, Soldiers of Sunrise — which, despite the simple production, and the somewhat flawed English in the lyrics, showcased the high degree of talent and skill of the band’s members, all of them teenagers at the time.

In 1989 they released Theatre of Fate, notable for the metal and classical music mix, with a song based on Beethoven‘s Moonlight Sonata; another noteworthy song is Living for the Night – possibly the favorite one of most Viper fans. This album was released in several countries and granted them international fame – especially in Japan, where it outsold renowned groups like Nirvana and Van Halen.

Not long after that, however, singer Andre Matos left Viper to go to complete his education in music at a University in Germany. Upon returning to Brazil he joined the band Angra.

Rather than look for another singer, bassist (and main composer) Pit Passarel took over the microphone. This led to the first major change in the band’s style, noticeable in their next album, Evolution, released in 1992 – heavier, more direct, with a more thrash metal sounding. Again, it is a commercial success with good reviews.

On April 18, 1993, Viper played in Club Cittá, Tokyo; this concert’s record was later released as Maniacs in Japan.

In 1995 they released their next album, Coma Rage, in which a punk influence is quite strong – as the presence of a cover version of “I Fought the Law” makes very clear. Despite mixed reviews, it is again a fine seller. However, the band has stated later that, in hindsight, they are far from satisfied with the album’s mixing.

1996 was possibly the band’s darkest moment: soon after the release of Tem Pra Todo Mundo – their first album with lyrics in Portuguese, and a lighter, pop-like sound – their record label at the time (the Brazilian arm of Castle Communications) went bankrupt; legal disputes and the disappearance of the album’s masters prevented the re-release of the album by some other label, or the recording of another album by Viper. The band’s activities came to a halt, despite never officially breaking up.

In 1999 the compilation Everybody Everybody – The Best of Viper was released to celebrate fifteen years of Viper.

In 2001 the band officially returned to their activities, doing some concerts around the Brazil. Soon after, guitarist Yves Passarel left Viper to keep his focus on his new band, Capital Inicial, a renowned Brazilian pop-rock band; his brother Pit also works with this band as a composer.

In 2004, with a new singer, Ricardo Bocci, Viper resumed touring in Brazil, and in 2005 they released a DVD documentary, 20 Years Living for the Night.

In December 2005 the band released a “20 years of Viper” DVD, telling all the story of the band in all its existence. They also started working in the pre-production of a new album, and recorded a demo; in February 2006 they started recording the album. All My Life was finally released in June 2007. After a tour in Brazil, Viper went into hiatus again; in February 2010, Bocci announced that, given the band’s inactive status, he had left it to work in his solo career.

  • Ricardo Bocci (vocal)
  • Pit Passarell (bass)
  • Felipe Machado (guitar)
  • Renato Graccia (drums)
  • Marcelo Mello (guitar) guest musician for the All My Life tour

Former members

  • Yves Passarell (guitar) (1985–2001)
  • Andre Matos (vocals) (1985–1990)
  • Cassio Audi (drums) (1985–1989)
  • Val Santos (guitar) (2001–2007)
  • Guilherme Martins (drums) (1989–1991, 2001–2005)

Albums

Por Mairon Machado

Colecionador
O que você pensa quando vê Yves Passarell fazendo pose de gostoso ao lado de Dinho Ouro Preto no Capital Inicial, ou Andre Matos tomando frango como a Musa Nissei Sanssei no Rock Gol da MTV? Pois é, mas um dia, esses dois personagens fizeram parte de uma das principais bandas do heavy metal nacional. Ao lado do Sepultura, Ratos de Porão e Korzus, o Viper foi uma das primeiras a conseguir conquistar o mercado europeu, tendo feito muito sucesso em países com Alemanha, Hungria e, principalmente, no Japão.
O início da banda tem suas origens no bairro paulistano de Santa Cecília. Lá, Felipe Machado (guitarras), Yves Passarell (guitarras) e seu irmão Pit Passarell (baixo, voz) eram vizinhos e amigos desde pequenos, tendo “trabalhado” como donos de jornal, fliperama e construtores de bicicletas. Como nenhum dos “empregos” anteriores deu certo, começaram a construir suas atividades musicais, mesmo sem ninguém ter um instrumento sequer. Daí surgiu a Dragon, com Pit na bateria. O nome acabou não durando muito, assim como os posteriores, Pruckles e Rock Migration.
Com o passar do tempo, conseguiram uma guitarra e uma caixa antiga de escola de samba. Com instrumentos, passam a surgir as primeiras composições, ganhando destaque “H. R. (Heavy Rock)”, bem como os primeiros shows. O irmão de Felipe, Nando Machado, passou a integrar a Rock Migration tocando baixo. Com o dinheiro dos shows, cada integrante foi conseguindo um intrumento melhor. Sem grana, Pit passou a tocar o baixo de Nando, que havia desistido da carreira musical. A bateria foi assumida então por Markus Kleine, e assim, influenciados por Kiss, Black Sabbath, Deep Purple, Uriah Heep e Judas Priest, passaram a ver seu nome crescendo na região. Markus não durou muito no posto, sendo substituído por Cássio Audi.
Ao mesmo tempo, outras bandas surgiram entre os amigos e também entre os membros da Rock Migration, com destaque maior para a Nephtuno, que tinha como vocalista o ídolo das guriazinhas do bairro, Andre Matos. Foi com a mescla de diferentes bandas que acabou surgindo o Viper, sendo o nome adotado no melhor estilo de grupo iniciante: abra um dicionário em inglês, aponte e onde o dedo apontar será o nome escolhido.
No final de 1984, o Viper fez uma de suas primeiras aparições ao público, tocando em um festival de talentos. Na apresentação, interpretaram “H. R.” e “Paranoid” (Black Sabath), conquistando o terceiro lugar do evento, ficando atrás de um grupo que ninguém lembra o nome, mas que interpretou “Bandolins” de Oswaldo Montenegro!! Sem grana, Pit e Yves arranjaram trampo como entregadores de pizza, de onde conseguiram dinheiro para comprar instrumentos ainda melhores. Nessa altura do campeonato, Felipe já possuía uma guitarra Giannini, que era considerada um petardo pelos garotos.
Em 1985, vendo o crescente sucesso de Andre Matos, convidam o mesmo para fazer parte da banda. Ele topa de cara, e, como por muita sorte, conseguem juntar uma grana para gravar a primeira demo, que posteriormente levou-os a assinar contrato com a gravadora daRock Brigade. Vale a pena ressaltar que a idade média da gurizada era 15 e 17 anos na época.
Em 1987 então é lançado o álbum Soldiers of Sunrise, que trazia influências diretas de Judas Priest, Helloween e, principalmente, Iron Maiden. O disco é uma pauleira atrás da outra, começando com “Knights of Destruction”, onde Andre mostra ao público por que viria a ser considerado o melhor vocalista do metal nacional durante anos. “Nightmares” possui na sua introdução a bateria e linhas de guitarra muito similares as do Iron , semelhança que fica ainda mais clara quando Andre entoa os “oooooo” tradicionais que Bruce Dickinson tanto nos privilegia. A medieval “The Whipper” começa com sons de vozes distorcidas, bem como um duo de guitarras executando os riffs principais, os quais são intercalados pelos vocais de Andre. Nesta, a pauleira come solta, principalmente no refrão, onde todos os integrantes gritam o nome da canção. O lado A encerra com duas faixas muito parecidas, “Wings of the Evil” e a já citada “H. R.”, que mantém a linha dos primeiros álbuns do Maiden.
O massacre sonoro de “Soldiers of Sunrise” abre o lado B primordialmente. A música possui diversas variações, alterando entre partes pesadas como as de “Knights of Destruction” e uma sessão instrumental mais pesada ainda. Com refrões grudentos, essa foi uma das primeiras canções do grupo a fazer realmente sucesso. “Signs of the Night” traz aqueles riffs abafados de guitarra acompanhados por um crescendo no vocal. É metal puro, com o baixo marcando presença no refrão. Finalmente, a ótima instrumental “Killera (Princess of Hell)” e “Law of the Sword” encerram o álbum como ele começou, destruindo o pescoço de qualquer moleque que ouça o som pela primeira vez. Um destaque também cabe para a mensagem anti-drogas da banda na contra-capa, a qual dizia as seguintes palavras: “As drogas não são diversão, apresentam perigo de vida para milhões. A loucura precisa parar. Existem coisas muito melhores na vida”.
O álbum acabou vendendo bem, garantindo aos meninos um contrato com a gravadora Eldorado. Nesa época Andre começou a frequentar mais assiduamente as aulas de música, indo parar na Faculdade de Artes Santa Marcelina, onde passou a dedicar-se ao canto lírico, o que viria a influenciar fortemente o segundo trabalho do grupo, Theatre of Fate, o qual já contava com o baterista Guilherme Martin no lugar de Cássio Audi.
Lançado em 1989, esse álbum mostrou o Viper para o mundo, conquistando mercados principalmente na Europa e no Japão, sendo que no país do sol nascente venderam mais que bandas como Van Halen, Nirvana e Firehouse. O álbum é composto por diversas pérolas, e traz um Viper diferente do primeiro disco, mais influenciado pelas bases melódicas de Iron e Judas, bem como o peso do Black Sabbath e, principalmente, a participação da música erudita, seja através dos violinos, como por citações a Beethoven, Mozart e Vivaldi. Além disso, Andre tocou teclados e sintetizadores na maioria das canções, destoando bastante do peso e velocidade insanos de Soldiers of Sunrise.
O disco abre com a bela instrumental “Illusions”, onde o violão faz a base para uma pequena sequência de solos de guitarra e teclados que imitam flautas. Segue com a paulada “At Least A Chance”, o qual lembra o Helloween da fase Keeper of the Seven Keys, contando com muitos teclados e também com cordas. Duas pérolas encerram o lado A: “To Live Again”, cujo riff inicial é daqueles ao estilo “Smoke on the Water” e “Stairway to Heaven”, você nunca mais vai esquecer, além de ter um ótimo trabalho de guitarras; e a lindíssima “A Cry From the Edge”, outra que é super trabalhada. Esta última começa com o violão dedilhando lentamente, fazendo a base para um solo de guitarra que traz o riff principal. A canção começa a aumentar a velocidade, tendo então um duo de guitarras. Daí então, a pauleira toma conta, com Felipe e Yves mandando ver nas palhetadas. Um belo tema instrumental traz as letras novamente, que são cantadas de forma mágica por Andre, o qual estava no ápice dos vocais.
O lado B abre com o primeiro hit (se é que posso dizer assim) da banda. Seguindo o trabalho de “A Cry From the Edge”, “Living For the Night” passou a ser a música principal dos shows da banda. A introdução feita pelo cravo, juntamente com a letra, dá espaço para um pesado e longo tema instrumental, com muitos solos de guitarra. O baixo aparece com destaque, dando sequência para mais um solo de guitarra. A letra também muda de melodia, acompanhando o peso das guitarras. Finalmente, as guitarras passam a fazer a melodia e os acordes do cravo, com Andre repetindo a letra da introdução, terminando a faixa com barulhos de sirene e muitos sintetizadores. Pauleira total!
Após a quebradeira, o ouvinte não consegue respirar, pois “Prelude to Oblivion” vem com tudo, com os vocais imitando um coral e a guitarra igual ao violino, interpretando temas eruditos de forma rápida, trazendo inclusive citações a Beethoven, Mozart e Vivaldi. Vale destacar aqui a presença do quarteto de cordas The Kubala Quartet Strings, formado por Fábio Brucoli (violinos), Renata Kubala (violinos), Ricardo Kubala (viola) e Suzana Kato (cello).
“Theatre of Fate” é a mais pesada do álbum, seguindo a linha de “To Live Again” e com um baita arranjo das guitarras. A clássica “Moonlight” encerra o álbum, trazendo a melodia de “Moonlight Sonata” de Beethoven ao piano, acompanhado pela letra construída por Andre. Toda a canção é em cima da melodia da obra de Beethoven , fechando a faixa com um belo solo de violino de Renata Kubala e com Andre fazendo os maiores agudos de sua vida. Essa canção viria aparecer anos depois no álbum solo do vocalista, Time to Be Free, porém com outra cara e com o nome de “A New Moonlight”.
Os integrantes, com exceção de Andre, não curtiram muito a virada no som, e preferiam seguir um caminho mais pesado, ao estilo do primeiro álbum. Então, mesmo com o sucesso de “Theatre of Fate”, Andre decide terminar sua faculdade de música ao invés de retomar os sons mais pesados e seguir carreira com o Viper, formando depois  o Angra e o Shamman, virando atração principal dos shows ao lado de Kiko Loureiro, Luis Mariutti, Ricardo Confessori, entre outros, e seguindo o sucesso do Viper no Japão, criando um problema para a banda, afinal quem seria o novo vocalista? Guilherme também pulou do barco, sendo então substituído por Renato Graccia.

A solução foi voltar as origens, com Pit assumindo novamente os vocais, e assim, abriram para o Black Sabbath quando os mesmos estiveram no Brasil pela primeira vez, em 1992. Graças a Theatre of Fate, partiram para a Alemanha, onde gravaram o terceiro álbum,Evolution, em 1992. Ali, abandonam as influências da música clássica e do metal melódico, partindo para rumos novos, como o hard rock de bandas como Guns N’ Roses, e também o peso de noms como o Metallica. Com muito peso, temos um disco que contém no mínimo mais dois hinos da carreira do Viper.
O lado A abre com “Coming From the Inside”. Baixo e bateria trazem os vocais de Pit, o qual deu novo pique para a banda, fazendo as canções ficarem bem mais rápidas. Essa faixa em especial também tem um belo duo de guitarras. Seguem os clássicos “Evolution”, onde novamente baixo e bateria trazem a voz de Pit. Essa lembra as canções da fase Andre, contando com uma boa letra. Pit mostra que servia bem para a nova empreitada, cantando com raiva o refrão “Is the future on my side”.
“Rebel Maniac” é o outro clássico que não preciso falar nada, afinal todo headbanger que se preze balançou a cabeça ao som de “everybody, everybody …”. Lembro até hoje quando ouvi essa música pela primeira vez no Programa Livre do Serginho Groisman, ainda nos tempos do SBT (Fala Garoto!!), contando com aquele bonequinho cabeludo que aparecia no canto da tela tocando guitarra. Muito massa!
“Dead Light” traz uma mescla de violões e guitarras bem sujas, mostrando que o Viper buscava novos ares, inspirando-se em bandas da moda, como Skid Row e Pearl Jam. “Still the Same” contém uma introdução super pesada, com dois bumbos e muita palhetada. Essa é uma das faixas mais trabalhadas, alternando entre partes cadenciadas e outras com palhetadas a la Metallica. O cover de “We Will Rock You” na versão rock pesado que consta no Live Killers encerra o lado A, porém mais suja do que na proposta pelo Queen.
“The Shelter” abre o lado B pesadona, com boa pegada de guitarra, no melhor estilo do heavy metal. Aqui temos uma ótima sessão instrumental, com muito wah-wah e dois bumbos. Seguem-se os hardzões “Wasted” (o qual vem “embrulhado” em uma balada com violões) e “Pictures of Hate”, os quais dão sequência para o punk rock de “Dance of Madness”. O disco encerra com a balada “The Spreading Soul”, a qual conta até com uso de cordas no meio e no fim da canção, com Pit cantando a mesma somente sob luz de velas dentro do estúdio.
Aproveitando-se da gravação na Alemanha, a banda partiu para uma pequena turnê pelo país e também por Hungria, Croácia, Áustria, Suíça e Japão, onde foi registrado o ao vivo Maniacs in Japan, o qual tem como destaques maiores o acompanhamento tipo Rob Halford de Pit em “Evolution”, o longo solo de bateria em “Still the Same”, bem como a engraçada apresentação da banda em japonês, com os integrantes Felipe Son e Ives Passarell Son. Além disso, temos o ótimo público japonês participando, e bem, nas faixas “We Will Rock You” e “Living For the Night”, mostrando como os nipônicos realmente são um povo de respeito.
Por lá também lançaram o EP Vipera Sapiens, com músicas inéditas que ficaram de fora do álbum Evolution, como “Acid Heart”, “Killing World” e uma versão acústica para “The Spreading Soul”. Em 1994 a banda foi uma das atrações principais no Monsters of Rock de São Paulo, e também abriu a turnê do Metallica por nossas terras.

Em 1995 a mesma formação de Evolution lançou Coma Rage. O álbum trazia um Viper ligado aos novos sons que estavam surgindo pelo mundo, abrindo com a paulada “Coma Rage”, punkzão na mesma levada do álbum anterior, com direito até a paradinha de bateria a la Marky Ramone. Segue a melhor faixa do álbum “Straight Ahead”, o qual é super pesada, e “Somebody Told Me You’re Dead”, outra faixa tri punk. “Makin Love” começa com uma garota chamando o namorado para casa para fazer algo “so good”. Então, riffs pesados e grudentos, com variações e uso de cowbells, tomam conta da canção, a qual ainda contém uma citação aos Beatles, com a frase “all you need is love”. “Blast!” já segue a linha hardcore que ficou consagrada em bandas como Green Day e Offspring, enquanto “God Machine” e “Far and Near” encerram o lado A de forma muito parecida, com levadas fortes e guitarras no estilo Kirk Hammet, carregadas de wah-wah.
O lado B abre com “The Last Song”, com um baixão e guitarras no estilo Alice In Chains, além de um ótimo refrão no melhor estilo das grandes bandas de metal. “Die by Hate” é uma canção mais rápida e pesada do que as demais, alternando momentos com riffs dedilhados e outros com acordes. Seguem “Day Before”, com a guitarra lembrando muito as canções do Iron na fase Paul Di´Anno, e a instrumental “405 South”, onde a bateria marca o tempo para a guitarra viajar. A percussão acompanha um solo de guitara super distorcido, lembrando as canções do álbum Chaos A.D. do Sepultura. “Face in the Crowd” começa com guitarras pesadas, enquanto o vocal é cantado como se estivesse em um megafone. A voz fica limpa, alternando sessões mais melódicas e trabalhadas com outras mais pesadas, lembrando muito o Metallica. A cover de “I Fought the Law” do Clash, em uma versão mais rápida que a original, e a balada “Keep theWwords” encerram esse bom álbum que, infelizmente, não fez muito sucesso.
O Viper ainda lançaria o descartável (nota da Solange: ESTE É UM DOS MEUS FAVORITOS DO VIPER, DISCORDO!!Tem Pra Todo Mundo em 1996, onde as letras estão cantadas em português, com direito até a um samba.
Em 2007 a banda voltou a ativa com o disco All My Life, e atualmente segue fazendo shows, mostrando suas pérolas para os que conheceram ou querem conhecer o bom do metal nacional.

One thought on “Viper

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